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Editorial

Ricardo Ortiz

Publicado em às 05:22:24

Quando os estudiosos e cientistas diziam num passado não tão distante, que o homem estaria no futuro conectado a uma máquina, talvez não tinham noção da dimensão que suas palavras teriam, para confirmar essa teoria.

Nós somos o futuro e estamos diretamente conectados com “as máquinas” mas, de uma forma diferente. Smartfones, tablet, celulares… Não importam os canais, a certeza é que estamos tão conectados à tecnologia, que estudos atuais comprovam uma nova doença, chamada de nomofobia (Medo de se separar do celular).

Milhões de pessoas já não vivem sem o celular, onde podemos afirmar piamente que, ele já faz parte de nossos corpos. Quer ver uma pessoa nervosa e desesperada, esconda o celular da mesma ou diga que perdeu. Em recente palestra em uma escola com alunos secundaristas e acadêmicos de direito, solicitei que colocassem todos os celulares na frente do quadro negro. Pude contemplar uma jovem aluna indagando: “toma cuidado com meu filho!!!”.

E não para por aí. Pesquisas recentes norteiam que a interatividade e a nossa dependência maior das máquinas não se resumem apenas nos celulares e computadores, mas a palavra do momento é “machine learning” (aprendizado de máquinas), onde um ramo da inteligência artificial, assume os seus próprios padrões e tomam decisões, com o mínimo de intervenção humana, para se auto corrigir.

Talvez a correria do dia a dia não nos permita contemplar a evolução tecnológica constante e freneticamente, que avança não mais em anos de pesquisas, mas sim, em horas de pesquisas. Um exemplo: Os carros autônomos que tem não somente um computador de bordo, mas, estão preparados para estacionarem sozinhos, se conduzirem e controlar até mesmo um motorista num simples “piscar de olhos”.

Comodidade ou dependência? Sociabilidade ou isolamento? No campo da saúde já temos os maiores impactos negativos, com relação ao isolamento social, no qual a depressão é um dos fatores sociais mais preocupantes, em que o cyberbullying foi um dos responsáveis para o desenvolvimento da doença e consequentemente houve o aumento dos suicídios. No fim do ano de 2018, foi constatado pelo Ministério da Saúde, que a taxa de suicídios aumentou 2,3%, onde é a quarta causa de morte entre jovens de 15 à 29 anos.

Por outro lado, a democratização da comunicação nos permitiu a tomada de novos formadores de opiniões, ou seja, os influenciadores digitais, que ganham um espaço democrático e espontâneo, onde permite a todos terem acesso à inúmeras personalidades que outrora eram anônimas e se tornam verdadeiras celebridades na internet. Com isso, acabou o monopólio dos grandes canais e grupos de comunicação, que de forma direta, induzia a sociedade num formato único e soberano para regrar o que era notícia, informação, entretenimento ou moda.

Pesarmos na balança o que constrói ou o que destrói, com a utilização das novas tecnologias é um verdadeiro desafio. Mas, uma certeza nós temos, nós ainda estamos no comando de nosso futuro e podemos otimizar as coisas no que concerne à utilização desta tecnologia.

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