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AACC/MS
Editorial

Editorial: “Relacionamento tóxico”

Publicado em às 05:15:23

Os relacionamentos tóxicos se caracterizam por sugar sua energia, sua disposição e sua alegria. Você tende a se consumir excessivamente com as vivências e características desse relacionamento e, com isso, a prioriza-lo com relação a outras questões (emocionais e não emocionais) que também demandam seu tempo e sua atenção.

Os relacionamentos de caráter destrutivo, um dos males mais presentes na vida das mulheres agredidas e por vezes é a causa responsável por maus tratos. Estar em um relacionamento Tóxico diz respeito à sensação constante de inadequação de uma das partes envolvidas, fazendo com que ela se contente com “migalhas afetivas” e conviva com uma sensação contínua de amargura e frustração.

Associada aos complexos de inferioridade, a perda de identidade é outro elemento negativo que caracteriza esse tipo de relacionamento, levando a mulher a se anular em função da outra parte e do próprio relacionamento.

Essas relações favorecerem o isolamento familiar e social, levando a pessoa a se dedicar quase que exclusivamente a ele (a) em detrimento de seus compromissos e interesses em outras áreas da vida.

A destruição da autoestima é uma consequência muitíssimo negativa da vivência das relações tóxicas, também favorece o surgimento e o agravamento de problemas de saúde físicos e psíquicos.

Quem se encontra em relacionamentos destrutivos não experiência a sensação de segurança que envolve uma relação saudável, seja em termos de seu presente, seja em termos de sonhos e planos futuros conjuntos.

O desgaste psicológico proporcionado pela convivência intensa nesse tipo de relação é considerado um dos primeiros sinais de que ela é nociva a seus elementos e, em casos extremos, pode conduzir a quadros clínicos sérios, com o surgimento de transtornos mentais como a depressão e a síndrome de pânico.

Outro ponto negativo latente nos relacionamentos tóxicos é que tendem a minimizar suas qualidades e, com isso, a contribuir para a manutenção de uma baixa autoestima. Este fato, aliado a outras características deste tipo de relação e às experiências que o compõem, fazem com que haja lugar para um questionamento constante sobre o porquê de você permanecer nele, gerando uma insatisfação permanente.

Um dos maiores males dos relacionamentos caracterizados como destrutivos é a dependência emocional de uma das partes em relação à outra, que fomenta o sentimento de que sem ela não existem possibilidades reais de se ser feliz.

O sentimento de rejeição nesses casos é gritante, uma vez que a pessoa sente que o parceiro não a aceita como é e que, com vista a alimentar essa ligação, ela terá sempre que evidenciar esforços no sentido de agradá-lo.

O medo de ficar sozinho também pauta neste tipo de relação que, por suas características, desenvolvem intensos complexos de inferioridade e veem na possibilidade de rompimento o augúrio de infelicidade, alimentando a crença de que “é melhor estar infeliz acompanhado que sozinho”.

Este tipo de relacionamentos também leva a que as possibilidades de crescimento individual potencializadas pela expansão de horizontes e contato com outras realidades e pessoas sejam sabotadas, fazendo com que a pessoa viva quase que exclusivamente para o outro.

Para quem se recupera de um rompimento desse tipo de relação não deve ficar só e precisa se livrar das lembranças. Fazer atividades físicas estimula a produção de substâncias no cérebro que reduzem a dor e aumentam a sensação de bem-estar e segurança. Evite ficar trancado em casa sem fazer nada, faça coisas positivas da sua vida memorizando coisas boas e agradáveis.

Lembre-se acima de qualquer pessoa você precisa se amar em primeiro lugar e assim como qualquer outra abstinência, “o tempo cura tudo”.

Resumidamente, relacionamentos tóxicos são veículos de negação, de refutamento do amor-próprio e das possibilidades que a vida lhe oferece de ser feliz. Elimine-os de sua vida, renove-se e enxergue as possibilidades que o futuro lhe reserva!

Alcina Reis

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