Prefeita e autoridades debatem superlotação na saúde e medidas emergenciais

| Créditos: Foto: Henrique Kawaminami


A prefeita Adriane Lopes (PP) reuniu-se nesta quarta-feira (2) com representantes da Sesau, vereadores e a Defensoria Pública para discutir a superlotação das unidades de saúde de Campo Grande e soluções imediatas e a médio prazo.

Diante do aumento de síndromes respiratórias, a prefeitura contratou 56 médicos temporários para reforçar o atendimento e reduzir o tempo de espera. Além disso, equipes volantes foram destacadas para unidades com maior fluxo de pacientes.

A secretária de Saúde, Rosana Leite, solicitou ao Ministério da Saúde um aporte financeiro para cobrir um déficit de R$ 23 milhões nos gastos com média e alta complexidade. Apesar da autorização para reajuste de repasses federais, a portaria ainda não foi publicada.

Outro desafio é a baixa adesão à vacinação contra a Influenza. Para ampliar a imunização de grupos vulneráveis, a Sesau iniciará ações em escolas e lares para idosos, além de avaliar a busca ativa de pacientes em suas residências.

A defensora pública Eni Diniz destacou o aumento de pedidos de judicialização por falta de leitos e sugeriu melhor comunicação com as famílias dos pacientes. Já o vereador Dr. Jamal (MDB) propôs ampliar o horário de funcionamento das UBS até as 23h, medida em estudo pela Sesau.

Atualmente, Campo Grande investe 36% do orçamento municipal na saúde, mais que o dobro do percentual obrigatório por lei.

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