Polícia conclui investigação e indicia médico por feminicídio e outros delitos

| Créditos: Foto: Maya Severino


A Polícia Civil concluiu o inquérito que apurou a morte da fisioterapeuta Fabíola Marcotti, de 51 anos, ocorrida em maio deste ano em uma propriedade rural de Campo Grande. O relatório final aponta que a vítima foi assassinada pelo marido, um médico cardiologista de 78 anos, que acabou indiciado por feminicídio e outros quatro crimes.

De acordo com a investigação, o caso foi inicialmente apresentado às autoridades como suicídio. No entanto, a análise de laudos periciais e demais elementos reunidos ao longo de aproximadamente três meses levou os investigadores a descartar essa hipótese e concluir que a morte ocorreu em contexto de violência doméstica e familiar.

Além do feminicídio, o médico foi indiciado por fraude processual, violência psicológica e infrações relacionadas à posse irregular de armas de fogo. A apuração identificou indícios de alteração da cena onde ocorreu a morte, o que também passou a integrar as acusações formuladas pela polícia.

Segundo o relatório policial, a investigação reuniu evidências técnicas produzidas pelo Instituto de Criminalística e pelo Instituto de Medicina e Odontologia Legal (Imol), consideradas fundamentais para a mudança da linha investigativa.

Com a conclusão do inquérito, o procedimento foi encaminhado ao Ministério Público Estadual, que irá analisar o material e decidir sobre eventual oferecimento de denúncia à Justiça. A defesa do médico mantém a posição de que ele não cometeu os crimes apontados e informou que pretende contestar os laudos e demais conclusões da investigação durante o processo judicial.

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