Rio da Prata volta a correr após chuvas recuperarem trecho de 5 km em Jardim

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O Rio da Prata voltou a apresentar fluxo normal na região da Ponte do Curé, em Jardim, a 236 quilômetros de Campo Grande, depois de permanecer sem correr por cerca de cinco quilômetros durante o período de estiagem. A recuperação ocorreu após as chuvas registradas desde domingo (4).

De acordo com o presidente do Instituto Guarda Mirim Ambiental de Jardim (IGMA), Nisroque da Silva Soares, foram registrados aproximadamente 90 milímetros de chuva no trecho que havia secado. Na região urbana de Jardim, o acumulado chegou a 100 milímetros, enquanto nas proximidades das cabeceiras do rio foram registrados cerca de 150 milímetros.

A nascente do Rio da Prata está localizada aproximadamente 30 quilômetros acima da Ponte do Curé, dentro do Parque Nacional da Serra da Bodoquena. Com as chuvas, o nível do rio chegou a subir cerca de dois metros na foz, enquanto no trecho anteriormente seco a água já ultrapassou um metro.

A situação representa uma mudança em relação ao fim de setembro, quando, mesmo após cerca de 60 milímetros de chuva, o fluxo ainda não havia sido restabelecido. Naquele período, o monitoramento identificou aproximadamente cinco quilômetros do leito sem correnteza.

A estiagem também provocou o isolamento de peixes em poças, levando equipes ambientais a realizar o resgate de aproximadamente 200 animais, entre espécies de pequeno porte.

O problema ocorre pelo terceiro ano consecutivo na região da Ponte do Curé. Em 2024, cerca de seis quilômetros do rio chegaram a secar. Já em 2025, a área afetada chegou a aproximadamente sete quilômetros.

As causas da redução do fluxo são investigadas desde 2024 pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS). Entre os fatores analisados estão a estiagem prolongada e a possível influência de drenos existentes nas áreas próximas às cabeceiras. Até o momento, porém, não foi definida uma causa única para o fenômeno.

Com a previsão de novas chuvas ao longo da semana, o monitoramento continua. Segundo Nisroque da Silva Soares, não há, neste momento, risco de transbordamento do Rio da Prata.

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