Pai mata filho de 3 anos espancado e inventa afogamento para encobrir o crime
- porRedação
- 07 de Agosto / 2026
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A Polícia Civil do Tocantins prendeu preventivamente o pai e a madrasta de um menino de 3 anos, identificados como Igor Gustavo Veloso de Souza, de 33 anos, e Kathellen Moreira. A investigação apura as circunstâncias da morte brutal da criança, ocorrida na capital tocantinense.
Farsa desmascarada pelo laudo pericial
O pai compareceu à central da Polícia Civil para comunicar a morte do filho, alegando que o garoto teria se afogado acidentalmente na piscina de casa. Segundo a narrativa que tentou sustentar, a criança teria sido retirada da água e colocada na cama, onde parou de respirar.
A versão caiu por terra após os exames do Instituto Médico Legal (IML) descartarem completamente a hipótese de afogamento. O laudo pericial revelou um cenário de extrema violência: o corpo apresentava múltiplas lesões corporais, traumatismos graves no rosto e laceração intestinal acompanhada de intensa hemorragia interna e externa, comprovando que o menino morreu em decorrência de agressões físicas severas.
Sinais de pavor e histórico de agressões
De acordo com as investigações, a mãe da criança já havia relatado episódios anteriores em que o filho retornava das visitas ao pai com marcas pelo corpo. Vídeos anexados ao processo mostram o menino chorando, recusando-se a ir para a casa do pai e relatando ter sido agredido por ele.
Diante das evidências periciais e dos depoimentos, a Polícia Civil concluiu que o pai inventou a história da piscina para tentar encobrir o espancamento fatal. O caso é investigado como tortura e homicídio, e as autoridades apuram também a omissão da madrasta.
Procedimentos legais e defesa
A defesa do pai declarou que ele se apresentou voluntariamente à polícia e afirmou confiar que a instrução do processo e a análise detalhada das provas demonstrarão a verdade, garantindo o direito à ampla defesa e à presunção de inocência.
O pai e a madrasta foram transferidos para o sistema prisional do estado, onde permanecem presos preventivamente enquanto o inquérito policial é finalizado.






