Juiz de MS vira alvo de PAD no CNJ por suposta fraude milionária em golpe de R$ 5,5 milhões a aposentado

| Créditos: Reprodução/O Jacaré


O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) aprovou por unanimidade a abertura de um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) contra o juiz Paulo Afonso de Oliveira e manteve seu afastamento da 2ª Vara Cível de Campo Grande. Ele é investigado por suposta participação em um golpe de R$ 5,5 milhões contra um aposentado do Rio de Janeiro, ocorrido há oito anos.

Segundo o corregedor nacional de Justiça, ministro Campbell Marques, há indícios de que o magistrado ignorou alertas sobre documentos e assinaturas falsas, liberando o saque para a advogada Emmanuelle Alves Ferreira da Silva. O juiz teria desconsiderado as alegações do aposentado de que jamais morou em Campo Grande ou negociou fazendas em Mato Grosso.

O caso foi retomado após Oliveira ser alvo da Operação Ultima Ratio, da Polícia Federal, que investiga venda de sentenças no Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS). A PF também apontou o patrimônio milionário do juiz, que incluiria fazenda, aeronave e apartamentos de luxo. Documentos apreendidos na Operação Lama Asfáltica também indicaram um pagamento de R$ 105 mil pela advogada Emmanuelle Alves no dia seguinte ao saque autorizado por Oliveira.

A defesa do magistrado, a cargo do advogado Daniel Romeiro, argumenta que o TJMS negou a abertura de PAD anteriormente e que houve equívocos da PF na Operação Ultima Ratio. Romeiro contestou os valores atribuídos aos bens do juiz e a base das investigações do CNJ, que o corregedor negou serem apenas notícias da imprensa.

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