Defesa de candidato se manifesta após operação policial em propriedade na fronteira de MS


A defesa técnica do produtor rural e candidato a deputado federal Aparecido Carlos Bernardo divulgou posicionamento oficial para esclarecer a operação de busca e apreensão realizada pela Polícia Federal no dia 17 de setembro, em uma fazenda localizada no município de Porto Murtinho (MS).

Representado pelo advogado Luiz Renê Gonçalves do Amaral, o empresário informou que solicitou acesso aos autos da investigação, que tramita na 5ª Vara Federal de Campo Grande, e ressaltou que confia na apuração conduzida pelas autoridades policiais e pelo Ministério do Trabalho e Emprego.

Condições de trabalho e armamentos

Em resposta aos apontamentos sobre a conduta trabalhista na propriedade, a defesa pontuou que o local conta com cerca de 30 funcionários contratados formalmente. De acordo com o posicionamento, a fazenda dispõe de infraestrutura com alojamentos climatizados, sanitários independentes, protocolo de higienização e fornecimento de quatro refeições diárias preparadas por equipe especializada.

Sobre os materiais bélicos apreendidos durante a ação policial, o advogado declarou que as armas não pertencem ao produtor rural nem aos seus familiares. A manifestação destaca que a responsabilidade penal é individual e que o proprietário não visita a fazenda há mais de seis meses, razão pela qual a origem e a posse dos itens deverão ser apuradas no decorrer do processo.

Insegurança na faixa de fronteira

O documento também chama atenção para o contexto de vulnerabilidade na região entre os rios Apa e Paraguai. Segundo a defesa, o isolamento geográfico e a ausência de policiamento ostensivo permanente deixam a população rural exposta a crimes como furtos, abigeato e invasões. A nota reitera que o provimento de segurança pública é uma obrigação constitucional do Estado e reafirma a confiança do investigado no devido processo legal e na presunção de inocência.

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