Ação penal contra ex-deputado Loester Trutis volta ao STF após mudança sobre foro
- porRedação
- 21 de Setembro / 2026
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A ação penal envolvendo o ex-deputado federal Loester Trutis (PL-MS) voltou a tramitar no Supremo Tribunal Federal (STF) após uma decisão do juiz Waldir Peixoto Barbosa, da 5ª Vara Criminal de Campo Grande. O processo trata de uma ocorrência registrada em fevereiro de 2020, quando Trutis e o ex-assessor Ciro Nogueira Fidelis afirmaram ter sido vítimas de um atentado a tiros.
O caso havia deixado o STF depois que Trutis não foi reeleito para a Câmara dos Deputados em 2022 e, consequentemente, perdeu o foro por prerrogativa de função. Com uma mudança posterior no entendimento da Corte sobre a manutenção do foro especial para parlamentares após o fim do mandato, o processo retornou ao Supremo.
Segundo a acusação apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR), o episódio teria sido simulado. A denúncia aponta que os disparos ocorreram em uma estrada vicinal próxima à BR-060, em Campo Grande, e não no trecho da rodovia onde Trutis informou inicialmente ter sido atacado.
Durante a investigação, a Polícia Federal analisou, entre outros elementos, o trajeto registrado pelo GPS do veículo utilizado pelo então deputado. A perícia identificou evidências de que o carro havia passado por uma estrada vicinal antes de aparecer novamente na BR-060 com marcas de disparos.
Em agosto de 2022, o Plenário do STF recebeu, por unanimidade, a denúncia contra Loester Trutis e Ciro Nogueira Fidelis pelos crimes de comunicação falsa de crime, porte ilegal de arma de fogo e disparo de arma de fogo. Na ocasião, a relatora, ministra Rosa Weber, afirmou que havia elementos suficientes para o prosseguimento da ação penal, ressaltando que o recebimento da denúncia não representa antecipação de culpa e que os fatos ainda seriam submetidos ao contraditório e à defesa.
Com o retorno do processo ao Supremo, a ação deverá seguir na Corte conforme as regras atuais de competência e foro.
Trutis exerceu apenas um mandato como deputado federal e também enfrentou posteriormente processos na Justiça Eleitoral relacionados à campanha de 2022.






