Thronicke é cogitada para a presidência da Embratur na cota de Geraldo Alckmin

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A ex-senadora por Mato Grosso do Sul, Soraya Thronicke (PSB), figura entre os nomes cotados para assumir a direção da Agência Brasileira de Promoção Internacional do Turismo (Embratur) durante o quarto mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

A possível nomeação ocorre após um cenário eleitoral desafiador para a parlamentar, que não obteve êxito em sua tentativa de reeleição e enfrentou restrições financeiras durante a disputa. Filiada ao PSB com o aval do vice-presidente reeleito, Geraldo Alckmin — padrinho de sua mudança partidária —, Soraya viu acordos de apoio financeiro e logístico firmados com a cúpula nacional não se concretizarem na prática.

Enquanto concorrentes no Estado registraram arrecadações milionárias — como Reinaldo Azambuja (PL), Capitão Contar (PL) e Vander Loubet (PT), cujas campanhas movimentaram entre R$ 2 milhões e R$ 3,6 milhões —, a campanha de Soraya contou com uma receita de R$ 649 mil e despesas de R$ 752 mil. Além da escassez de recursos financeiros, a cúpula nacional do partido também não cumpriu o compromisso de realizar agendas de campanha presenciais em Mato Grosso do Sul.

Apesar dos impasses e do silêncio mantido durante o pleito frente aos acordos não cumpridos, a atuação do PSB no cenário nacional abriu espaço para acomodações no novo governo. Enquanto outros quadros do partido também avaliam posições na administração federal, a indicação de Soraya Thronicke para a Embratur é articulada diretamente sob a influência e a cota do vice-presidente Geraldo Alckmin, atendendo à preferência da ex-senadora pela área de atuação turística e internacional. A autarquia federal conta atualmente com um orçamento estimado em R$ 860 milhões voltado à promoção do Brasil no exterior.

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