Tereza Cristina defende política econômica firme diante da alta do petróleo causada por tensões no Oriente Médio

A senadora por Mato Grosso do Sul, Tereza Cristina (PP), afirmou que o Brasil precisa adotar uma política econômica firme e responsável, sem medidas populistas, para enfrentar os impactos da alta do petróleo no mercado internacional.

Segundo a parlamentar, a escalada nos preços ocorre em meio ao aumento das tensões geopolíticas no Oriente Médio, especialmente após os confrontos envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã. Com o agravamento do conflito, commodities estratégicas passaram a sofrer forte impacto no mercado global.

“Mais do que nunca, precisaremos de política econômica firme, sem medidas populistas e sem aumento de despesas — que esse governo tanto gosta. É hora de respostas eficientes, e não de ações eleitoreiras”, declarou a senadora.

Petróleo em alta no mercado internacional

O preço do barril do petróleo voltou a subir e já ultrapassa US$ 100, patamar que não era registrado desde 2002. O barril do tipo Brent crude oil, referência no mercado internacional, saltou de US$ 72,48 para cerca de US$ 108,23, uma alta próxima de 50% após os ataques militares envolvendo os países no Oriente Médio.

A valorização pressiona mercados ao redor do mundo e pode gerar reflexos diretos na economia brasileira.

Impacto nos alimentos e no agronegócio

De acordo com Tereza Cristina, o aumento do petróleo pode provocar pressão inflacionária, inclusive sobre o preço dos alimentos.

Isso ocorre porque o Oriente Médio, além de importar produtos agropecuários brasileiros, também é um importante fornecedor de insumos agrícolas. A região é considerada o quarto maior fornecedor de fertilizantes para o agronegócio brasileiro, o que pode afetar custos de produção no campo.

Pressão sobre os combustíveis no Brasil

Dados da Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom) indicam que a valorização internacional ampliou a diferença entre os preços praticados no Brasil e os valores do mercado externo.

Pelos cálculos da entidade, a gasolina nas refinarias da Petrobras deveria subir cerca de R$ 1,22 por litro para acompanhar os preços internacionais. Atualmente, a defasagem estimada é de aproximadamente 49%.

No caso do diesel, a diferença seria ainda maior, chegando a 85%, o que indicaria uma necessidade de reajuste de cerca de R$ 2,74 por litro.

A disparada nos preços reforça as preocupações com os impactos econômicos globais do conflito no Oriente Médio e com possíveis reflexos no custo de vida no Brasil.

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