Estrutura de contingência sanitária para pecuária brasileira é inaugurada na Argentina

| Créditos: Foto: Bruno Rezende


O setor agropecuário brasileiro ganhou um novo mecanismo de proteção com o início das operações do Banco Nacional de Antígenos para Febre Aftosa. Instalada no município de Garín, na Argentina, a nova estrutura logística foi apresentada oficialmente pelo ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, e tem como objetivo dar suporte ao país em eventuais crises de saúde animal.

A iniciativa faz parte de uma estratégia de longo prazo do governo federal para assegurar a defesa sanitária e chancelar o status obtido pelo Brasil em 2025 de território livre da doença sem a necessidade de vacinação generalizada, uma certificação emitida pela Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA).

Funcionamento do banco e parcerias

O espaço é voltado para o armazenamento seguro de antígenos — os componentes essenciais para a fabricação emergencial de imunizantes contra a febre aftosa. Caso ocorra alguma suspeita ou confirmação localizada da enfermidade, esses insumos guardados permitem que vacinas sejam produzidas em tempo recorde, minimizando impactos no rebanho nacional.

A operacionalização do banco ocorre em cooperação com o laboratório Biogénesis Bagó, selecionado por sua atuação internacional no segmento de biotecnologia veterinária. De acordo com o ministério, o projeto reflete décadas de esforços contínuos entre os criadores de gado e os órgãos governamentais de fiscalização para blindar a cadeia produtiva de carne.

Cenário comercial e barreiras externas

A inauguração do centro de armazenagem ocorre em um período de debates sobre as restrições que alguns blocos econômicos tentam aplicar à carne do Brasil. O ministro ressaltou que a criação do banco funciona como uma demonstração pública de rigor técnico frente às pressões externas, especialmente da União Europeia. O representante da pasta destacou ainda que o Reino Unido continua a importar os produtos nacionais sem interrupções e demonstrou otimismo em relação à superação dos impasses comerciais com o bloco europeu por meio de rodadas de negociação.

Quanto a outros parceiros comerciais de peso, o governo pontuou que:

China: As oscilações nos volumes comprados pelo mercado chinês decorrem de demandas internas da economia deles, descartando falhas nos padrões qualitativos do produto brasileiro.

Estados Unidos: Diante das sobretaxas recentemente anunciadas pelo governo americano, o Ministério da Agricultura sinalizou que estuda medidas de apoio para amparar as cadeias produtivas que venham a sofrer prejuízos financeiros.

Com o novo depósito de insumos preventivos em funcionamento, o plano de contingência nacional ganha celeridade para responder a imprevistos biológicos e garantir a estabilidade das exportações de proteína animal no mercado global.

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