Ter professor substituto é direito dos alunos, diz Kemp sobre reclamação da “proibição” de novos contratados
- porAssessoria
- 05 de Agosto / 2026
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| Créditos: Foto Giovanni Coletti
O deputado estadual Pedro Kemp (PT) cobrou a SED (Secretaria de Estado de Educação) na sessão desta quarta-feira (5), após receber denúncias de diretores e diretoras de escolas da rede estadual sobre restrições na convocação de professores substitutos. Segundo as reclamações, a SED tem utilizado o período eleitoral como justificativa para vetar novas contratações temporárias em casos de desfalque na sala de aula. Kemp esclareceu que a interpretação da SED sobre a legislação eleitoral é equivocada e carece de amparo jurídico. "Não procede a explicação de que não é possível fazer novas contratações em período eleitoral".
O Artigo 73, inciso V, da Lei Federal nº 9.504/1997 (Lei das Eleições) é claro ao proibir o provimento de cargos comissionados e nomeações de caráter político, mas a própria jurisprudência e a legislação salvaguardam o funcionamento de serviços públicos essenciais e inadiáveis, como a Educação. Além da norma federal, o Decreto Estadual nº 9.840/2000 regulamenta especificamente a convocação temporária para o exercício da função docente em Mato Grosso do Sul. O mecanismo legal existe exatamente para suprir ausências pontuais e garantir que os estudantes não fiquem sem aulas.
Ao classificar a permanência do professor em sala de aula como um direito fundamental, Kemp fez um apelo público ao secretário de Estado de Educação para que a orientação interna seja revista imediatamente. "Como os diretores vão gerenciar as escolas se a sala de aula ficar sem professor? Garantir a substituição é proteger o direito dos alunos de terem Educação", concluiu.






