Tarifa dos EUA de 10% sobre produtos brasileiros e impactam setor agropecuário
- porRedação
- 03 de Abril / 2025
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O governo dos Estados Unidos, sob a liderança de Donald Trump, anunciou hoje a imposição de tarifas recíprocas de 10% sobre todos os produtos importados do Brasil, como parte de uma medida mais ampla que afeta 185 países. A decisão, justificada pela necessidade de reduzir o déficit comercial americano, que atingiu US$ 1,2 trilhão em 2024, gera incertezas e abre um debate sobre os potenciais efeitos no agronegócio brasileiro.
Setores Agrícolas Brasileiros em Alerta
O agronegócio brasileiro, que mantém uma forte relação comercial com os EUA, está em alerta. Produtos como celulose, madeira, carnes, café, suco de laranja, açúcar e etanol, que representam um volume significativo das exportações brasileiras para o mercado americano, podem ser diretamente afetados pela medida.
Cenário Tarifário Detalhado
- Tarifa Mínima: A nova política estabelece uma tarifa mínima de 10% para todos os países, visando uma "reciprocidade" com as taxas já cobradas por esses parceiros comerciais.
- Brasil: As tarifas impostas ao Brasil foram fixadas em 10%, alinhadas com a média das taxas brasileiras sobre produtos americanos.
- Exceções: Tarifas preexistentes, como as de 25% sobre aço e alumínio, serão mantidas.
- Etanol: O etanol brasileiro, que anteriormente era taxado em 1,9%, agora enfrentará a tarifa mínima de 10%.
- Açúcar: A situação do açúcar é complexa, com isenção de tarifas até 146,6 mil toneladas e uma taxa de 80% acima dessa cota. As implicações das novas tarifas sobre esse regime ainda não estão claras.
- Concorrência: Outros países concorrentes do Brasil no mercado americano, como Argentina, Austrália e Uruguai, também foram incluídos na tarifa de 10%.
- Retaliações: A taxação de importantes importadores de produtos agrícolas americanos pode desencadear uma série de retaliações, potencialmente abrindo novas oportunidades para o Brasil em outros mercados.
Implicações Legais e Reações
O Projeto de Lei 2.088/2023, que permite ao Brasil responder a barreiras comerciais unilaterais, surge como uma ferramenta importante nesse contexto, fortalecendo a capacidade do país de proteger seus interesses no comércio internacional.
Ainda é cedo para prever o impacto total das novas tarifas no agronegócio brasileiro. O governo brasileiro ainda não se pronunciou sobre o assunto. No entanto, o cenário exige atenção e planejamento estratégico por parte dos produtores e exportadores brasileiros.