Suplente aciona Justiça Eleitoral para assumir vaga de deputado por infidelidade partidária

A assistente social e pedagoga Gláucia Iunes, primeira suplente de deputada estadual pelo PDT, ingressou com uma ação no Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul (TRE-MS) solicitando a cassação do mandato do deputado estadual Lucas de Lima por infidelidade partidária. A suplente busca assume a vaga na Assembleia Legislativa.

Lucas de Lima foi eleito pelo PDT em 2022, mas desfiliou-se em fevereiro de 2025 para ingressar no PL. Segundo Gláucia e a legenda, a mudança ocorreu sem justa causa, contrariando a legislação eleitoral, que prevê a perda da carga em casos de desfiliação sem fundamento legal.

A ação se baseia em decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que rejeitou a alegação de Lucas de Lima de que teria sido vítima de discriminação política no PDT. O ministro relator do caso, Antônio Carlos Ferreira, concluiu que não houve incidente grave e que a saída do parlamentar foi uma escolha pessoal sem respaldo legal.

Gláucia argumenta que o mandato pertence ao partido e, consequentemente, à sua suplente. Ela pede uma decisão urgente da Justiça Eleitoral para garantir a representação do PDT na Assembleia Legislativa.

Lucas de Lima sustenta que houve retaliações internacionais e foi excluído de decisões políticas após mudanças no comando estadual do PDT. No entanto, a Justiça entendeu que os conflitos ocorreram dentro da normalidade partidária e que ele assumiu o risco de se desfiliar antes do julgamento final no TSE.

O pedido de cassação segue para análise do TRE-MS. Se for aceito, Lucas de Lima perderá o mandato, e Gláucia Iunes será empossada como deputada estadual.

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