STJ concede liberdade a advogado investigado por suposto repasse de informações sigilosas a delegado

| Créditos: Marcello Casal/Agência Brasil


O Superior Tribunal de Justiça determinou a soltura de Amilton Ferreira de Almeida, que estava preso desde o final de setembro no âmbito da Operação Obstructio. A decisão ocorreu após a corte superior reconhecer a ilegalidade da prisão temporária cumprida pelo profissional do Direito, alvo de investigações que apuram um suposto vazamento de dados confidenciais sobre a Operação Infiltrados.

Com o alvará de soltura emitido, a defesa do investigado, representada pela advogada Damares Costa Machado, mobilizou-se para reverter as medidas cautelares impostas pelo juízo de primeira instância. Entre os pleitos apresentados estão a revogação do uso da tornozeleira eletrônica, o reembolso da fiança de aproximadamente R$ 48 mil e a restituição do aparelho celular apreendido durante as diligências policiais.

O caso teve desdobramentos após o delegado Hoffman D'Ávila Cândido e Sousa deixar sua residência momentos antes da chegada das equipes do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado. Enquanto os órgãos de acusação apontam indícios de comunicação prévia para frustrar a ação policial, a defesa nega veementemente qualquer irregularidade, classificando a saída antecipada do delegado como uma mera coincidência de horários. As apurações continuam para esclarecer o envolvimento de agentes públicos em esquemas ilícitos ligados a desvios de apreensões.

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