Conta de água pode subir 7,53% em 68 municípios de MS a partir de janeiro de 2027
- porRedação
- 20 de Outubro / 2026
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| Créditos: Foto: Governo MS
A conta de água e esgoto poderá ficar mais cara para moradores de 68 municípios de Mato Grosso do Sul a partir de 1º de janeiro de 2027. O aumento previsto é de 7,53% e será aplicado aos serviços prestados pela Empresa de Saneamento de Mato Grosso do Sul (Sanesul), caso sejam cumpridas as etapas regulatórias exigidas.
A proposta será analisada pela Agência Estadual de Regulação de Serviços Públicos de Mato Grosso do Sul (Agems) em reunião extraordinária marcada para quinta-feira (22), às 10h30, na sede da agência, localizada na Avenida Afonso Pena, nº 3.026, região central de Campo Grande. O encontro será aberto ao público.
A discussão foi incluída na pauta após a publicação de um edital no Diário Oficial do Estado. Além do reajuste, os diretores da agência deverão avaliar os resultados da Tarifa Social de Água e Esgoto, destinada a famílias de baixa renda.
Reajuste foi dividido em duas etapas
O percentual previsto para 2027 integra a segunda Revisão Tarifária Ordinária da Sanesul, aprovada em dezembro de 2025. Na ocasião, a Agems homologou um reposicionamento tarifário total de 22,13%, dividido em duas parcelas para distribuir o impacto financeiro ao longo de dois anos.
A primeira etapa, de 14,60%, começou a valer em janeiro de 2026. A segunda, de 7,53%, foi programada para janeiro de 2027, mas sua aplicação depende de avaliações regulatórias.
Entre os pontos que precisam ser verificados estão a certificação da Base de Ativos Regulatória (BAR), que reúne informações sobre os bens e investimentos utilizados nos serviços de saneamento, e o levantamento das famílias beneficiadas pela Tarifa Social.
A análise desses dados é necessária para avaliar os custos, os investimentos reconhecidos e os efeitos dos descontos concedidos aos consumidores de baixa renda. A publicação da tabela tarifária definitiva está prevista para até 1º de dezembro de 2026.
Impacto dependerá do valor atual da conta
O aumento de 7,53% poderá elevar as despesas mensais de residências, estabelecimentos comerciais, indústrias e órgãos públicos atendidos pela Sanesul.
Em uma simulação simples, uma conta de R$ 100 passaria para R$ 107,53, representando R$ 7,53 adicionais por mês. Ao longo de um ano, a diferença chegaria a R$ 90,36, caso o percentual fosse aplicado integralmente e não houvesse outras alterações.
O valor efetivo, porém, dependerá da categoria do imóvel, da faixa de consumo, da cobrança pelos serviços de água e esgoto e da tabela tarifária que vier a ser publicada.
Campo Grande não será atingida pelo reajuste da Sanesul
A revisão abrange 68 municípios sul-mato-grossenses, entre eles Dourados, Três Lagoas, Corumbá, Ponta Porã, Naviraí, Aquidauana, Coxim, Maracaju, Jardim e Nova Andradina.
Os municípios são organizados em áreas tarifárias, conforme as regras estabelecidas pela agência reguladora.
Campo Grande não integra essa lista porque o abastecimento de água e o esgotamento sanitário na Capital são prestados pela concessionária Águas Guariroba, submetida a um contrato e a regras regulatórias próprios. Portanto, o percentual previsto para a Sanesul não se aplica automaticamente aos consumidores campo-grandenses.
Tarifa Social também estará na pauta
Outro tema da reunião será o acompanhamento da Tarifa Social. Em dezembro de 2025, a Agems informou que mais de 50,6 mil famílias poderiam ser contempladas pela modalidade nos municípios atendidos pela Sanesul.
A legislação federal prevê desconto de 50% sobre a tarifa de consumo elegível, limitado a 15 metros cúbicos de água por mês, para famílias que atendam aos critérios estabelecidos. A redução não abrange necessariamente todos os componentes da fatura, pois a tarifa fixa de disponibilidade do serviço não está incluída nesse desconto.
Entre os critérios para acesso estão a inscrição no Cadastro Único (CadÚnico), observadas as condições de renda, e situações envolvendo beneficiários do Benefício de Prestação Continuada (BPC).
A análise dos resultados da Tarifa Social até o terceiro trimestre de 2026 deverá contribuir para a avaliação da estrutura tarifária e da próxima etapa da revisão.
A decisão sobre a aplicação do percentual previsto para 2027 dependerá da conclusão das verificações regulatórias. Até a divulgação da tabela definitiva, os valores que serão cobrados dos consumidores ainda não podem ser determinados com precisão.






