Pesquisas eleitorais em MS tiveram divergências e ficaram longe de cravar todos os resultados
- porRedação
- 06 de Outubro / 2026
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Daniel Lemes, Delcídio Amaral, Eduardo Riedel, Fábio Trad, Jeferson Bezerra, João Henrique Catan, Lucien Rezende e Renato Gomes são candidatos ao Governo do Estado em 2026. | Créditos: Fotos: Reprodução, Justiça Eleitoral
O resultado das eleições para o Governo de Mato Grosso do Sul mostrou diferenças importantes entre as pesquisas divulgadas na reta final da campanha e os números registrados nas urnas. Nenhum dos sete institutos analisados conseguiu acertar, dentro da margem de erro, os percentuais de todos os principais candidatos.
Eduardo Riedel (PP) foi reeleito governador com 67,07% dos votos válidos. Entre os levantamentos divulgados antes da votação, três chegaram a números próximos do resultado: Quaest/TV Morena, IPR/Correio do Estado e Novo Ibrape/Campo Grande News.
Outros institutos apresentaram diferenças maiores. A AtlasIntel apontou 54% para Riedel, enquanto o Veritá indicou 59,1% e o Ranking Brasil registrou 60%. Os percentuais ficaram abaixo do resultado efetivamente obtido pelo governador.
Na segunda colocação, Fábio Trad (PT) terminou com 23,68%. Quaest/TV Morena e Veritá chegaram a indicar 23% para o candidato, enquanto outros levantamentos apresentaram números mais distantes. O IPEMS/Jornal de Domingo, por exemplo, apontou 14,5%, a maior diferença entre as pesquisas citadas para Trad.
O deputado estadual João Henrique Catan (Novo) terminou a disputa em terceiro lugar, com 7,24%. Nesse caso, a maior divergência foi registrada pela Quaest/TV Morena, que havia indicado 4%, percentual que ficou fora da margem de erro considerada.
Já Delcídio Amaral (PRD) terminou a eleição com apenas 1,06% dos votos válidos, resultado abaixo dos percentuais apresentados pela maioria dos levantamentos. IPEMS e AtlasIntel foram os que mais se aproximaram, enquanto Ranking Brasil, IPR, Novo Ibrape e Quaest apontaram números superiores ao resultado das urnas.
A comparação reforça que pesquisas eleitorais representam um retrato das intenções de voto no período em que são realizadas e estão sujeitas a metodologia, amostragem e margem de erro. A diferença entre os levantamentos e a votação efetivamente registrada nas urnas também mostra que os números das pesquisas não devem ser tratados como antecipação do resultado eleitoral.






