Ministros de Lula chegam a MS para investigar ameaças e violência contra indígenas

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Uma comitiva do governo federal desembarcou em Campo Grande na noite de sexta-feira (30) para acompanhar denúncias de violência, ameaças e intimidação contra comunidades indígenas de Mato Grosso do Sul. A missão foi determinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e conta com três ministros e a deputada federal Sonia Guajajara (Psol-SP).

Integram o grupo o ministro dos Povos Indígenas, Eloy Terena, a ministra dos Direitos Humanos e da Cidadania, Janine Mello, e o ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva.

A comitiva pretende acompanhar as investigações, identificar os responsáveis pelas ameaças e cobrar a responsabilização dos envolvidos. A atuação também terá apoio da Polícia Federal (PF) e da Polícia Rodoviária Federal (PRF).

Durante a chegada ao Estado, Janine Mello afirmou que o governo federal trabalha para garantir a apuração dos episódios e a punição dos responsáveis. Já Wellington César destacou que a presença do Estado brasileiro é necessária em qualquer situação envolvendo violência.

Sonia Guajajara também acompanha a missão e defendeu que as denúncias sejam investigadas, ressaltando a importância de manter atenção sobre os casos registrados em diferentes regiões do país.

Visitas às aldeias

Neste sábado (31), os representantes do governo federal têm visitas programadas às aldeias Taquapery, em Coronel Sapucaia, e Sassoró, em Tacuru. Às 17h, está prevista uma entrevista coletiva em Dourados para apresentar informações sobre as medidas adotadas.

Denúncias de ameaças

Um dos episódios que motivaram a mobilização ocorreu em Tacuru, onde dois servidores municipais foram afastados após a divulgação de áudios com ofensas direcionadas à população indígena. Em uma das gravações, um dos funcionários chegou a sugerir que fosse colocado veneno na água consumida pelas comunidades.

A Prefeitura de Tacuru instaurou processo administrativo disciplinar contra os envolvidos e determinou o afastamento dos dois servidores.

Diante das denúncias, a Força Nacional iniciou o policiamento em aldeias da região sul de Mato Grosso do Sul. O governo federal também organizou uma força-tarefa para reunir as ocorrências e encaminhá-las aos órgãos responsáveis pelas investigações.

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