Justiça mantém prisão preventiva de ex-chefe da regulação da Saúde investigado por suposto esquema milionário
- porRedação
- 20 de Julho / 2026
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O coordenador estadual de Regulação da Secretaria de Saúde de Mato Grosso do Sul, Ed Carlo Britto Burgatt, está entre os presos em operação do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco/MPMS) | Créditos: Reprodução
A Justiça de Mato Grosso do Sul decidiu manter a prisão preventiva do ex-chefe da Regulação da Secretaria Municipal de Saúde de Campo Grande, investigado por suposta participação em um esquema de fraudes que teria movimentado cerca de R$ 27 milhões. A decisão rejeitou o pedido da defesa para revogar a medida cautelar.
O investigado é apontado como um dos principais articuladores do esquema alvo da Operação Gutenberg, conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco). Conforme as investigações, a organização criminosa teria manipulado o sistema de regulação de vagas e procedimentos da saúde pública para favorecer interesses particulares e direcionar atendimentos.
Na decisão, o magistrado entendeu que permanecem presentes os requisitos que justificam a prisão preventiva, destacando a gravidade dos fatos, o risco de interferência na instrução processual e a necessidade de garantir a ordem pública.
As apurações indicam que o grupo investigado utilizava a estrutura da regulação da saúde para beneficiar terceiros de forma irregular, comprometendo a fila de pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS). O prejuízo estimado com as fraudes chega a aproximadamente R$ 27 milhões.
A defesa sustenta que não há motivos para a manutenção da prisão e argumenta que o investigado reúne condições para responder ao processo em liberdade. No entanto, a Justiça considerou que, neste momento, os elementos apresentados no processo justificam a continuidade da medida cautelar enquanto as investigações e a ação penal prosseguem.






