Justiça determina nova prisão preventiva de cardiologista réu por feminicídio em Mato Grosso do Sul
- porRedação
- 03 de Setembro / 2026
- Leitura: em 9 segundos

| Créditos: Foto: Maya Severino
O médico cardiologista João Jazbik Neto, de 78 anos, voltou a ser detido em Campo Grande em cumprimento a uma nova ordem judicial. Ele responde criminalmente pela morte de sua companheira, a fisioterapeuta Fabíola Marcotti, de 51 anos, ocorrida em maio deste ano em uma chácara na região da Chácara dos Poderes.
A nova decretação de prisão foi proferida pelo desembargador Emerson Cafure, integrante da 1ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS). A decisão atendeu a um pedido do Ministério Público Estadual (MPMS), revogando a liminar anterior que permitia que o réu aguardasse o processo em liberdade e restabelecendo a custódia preventiva expedida pela 2ª Vara do Tribunal do Júri.
Histórico e apurações do caso
O episódio investigado ocorreu no dia 18 de maio. Na ocasião, o réu relatou que a vítima teria tirado a própria vida. Contudo, as investigações conduzidas pela Polícia Civil e os laudos periciais indicaram incompatibilidade com a tese de suicídio, apontando que a vítima sofreu agressões físicas na região da cabeça antes de ser atingida por um disparo de arma de fogo.
Com base nos elementos colhidos, o Ministério Público ofereceu denúncia por feminicídio com qualificadoras de emprego de meio cruel, recurso que dificultou a defesa da vítima e uso de arma de fogo de uso restrito. Além da acusação principal, o réu foi denunciado por:
Violência psicológica contra a mulher
Posse irregular de arma de fogo
Fraude processual
Posicionamento da defesa
O advogado responsável pela defesa do acusado, José Belga Trad, sustenta a tese de inocência. Em manifestações anteriores, a defesa contestou a validade das conclusões periciais anexadas aos autos, classificando os laudos técnicos da acusação como inconsistentes.






