Justiça concede liberdade provisória a médica investigada na Operação Gutenberg mediante fiança e medidas cautelares
- porRedação
- 20 de Julho / 2026
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A médica Olívia Paroschi Jafar deixou a prisão no último sábado (18) após decisão judicial que substituiu a prisão preventiva por medidas cautelares. Para obter a liberdade provisória, ela pagou fiança de R$ 20 mil e passou a utilizar tornozeleira eletrônica, além de cumprir outras determinações da Justiça, como comparecimento periódico em juízo.
Olívia foi presa no dia 7 de julho durante a Operação Gutenberg, conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco). A ação cumpriu 16 mandados de prisão e 43 de busca e apreensão contra investigados por suposto envolvimento em um esquema de desvio de recursos públicos.
Segundo a defesa, a decisão levou em consideração o entendimento de que a médica não integra o núcleo apontado como responsável pela liderança da organização investigada. Os advogados também sustentam que ela atua exclusivamente na medicina, atividade da qual obtém seu sustento, e que não exercia funções de direção nas empresas sob investigação.
As investigações da Operação Gutenberg apuram um suposto esquema que teria movimentado cerca de R$ 27 milhões por meio da venda de livros a prefeituras de Mato Grosso do Sul. De acordo com o Ministério Público, o grupo investigado utilizava a estrutura da saúde pública para pressionar gestores municipais, condicionando a liberação de exames, cirurgias e leitos hospitalares à aquisição do material didático comercializado pelas empresas ligadas ao esquema.






