Inflação desacelera e fica em 0,07% em julho, dentro do teto da meta
- porAgência Brasil
- 11 de Agosto / 2026
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| Créditos: Comunicação Ceasa-MS
O IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) desacelerou e ficou em 0,07% em julho, após alta de 0,16% no mês anterior, segundo divulgou o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nesta terça-feira (11).
No acumulado de 12 meses até julho, o índice apresenta alta de 4,44% — abaixo do teto da meta do BC (Banco Central), de 4,50%. No acumulado do ano, o IPCA registra alta de 3,44%.
Confira os resultados por grupo:
- Alimentação e bebidas: -0,67%
- Habitação: 0,99%
- Artigos residenciais: 0,07%
- Vestuário: -0,66%
- Transportes: 0,05%
- Saúde e cuidados pessoais: 0,40%
- Despesas pessoais: 0,22%
- Educação: -0,03%
- Comunicação: 0,04%
A maior variação (0,99%) e o maior impacto nos resultados (0,15 ponto percentual) apareceram no grupo Habitação, devido à alta nos preços da energia elétrica residencial. Já o segmento de Alimentação e Bebidas caiu 0,67%, com -0,14 p.p. de impacto.
Os demais grupos variaram entre -0,66% e 0,40%, em Vestuário e Saúde e Cuidados Pessoais, respectivamente.
Em relação aos índices regionais, a maior variação (0,32%) se verificou em Rio Branco, por influência de passagem aérea (12,27%) e da energia elétrica residencial (2,66%). Já a menor variação ocorreu em Belém (-0,45%), por causa dos recuos da gasolina (-3,42%) e do açaí (-14,24%).
Contas de luz e saneamento
No caso da energia elétrica, o impacto individual foi de 0,13 p.p. no mês, com aceleração de 1,53%, em junho, para 3,09% em julho. O motivo tem relação com os reajustes nos preços das contas de luz em diferentes partes do país.
Confira:
- 8,85% em uma das concessionárias de São Paulo (7,55% no grupo), a partir de 4 de julho;
- 14,89% em uma das concessionárias de Porto Alegre (0,32%), a partir de 19 de junho;
- 19,55% em Curitiba (12,15%), vigente desde 24 de junho.
Além disso, em julho, permanece vigente a bandeira tarifária amarela, com acréscimo na conta de luz de R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos.
Outro reajuste que impactou para a alta nos preços de gastos com habitação foi o verificado nas taxas de água e esgoto (0,40%).
Veja onde ocorreram reajustes:
- 3,57% em Salvador (1,31% no grupo), a partir de 20 de julho;
- 5,77% em Porto Alegre (2,85%), a partir de 1º de julho;
- 3,97% em Brasília (0,24%), a partir de 1º de junho;
- 6,00% em Rio Branco (0,37%), também vigente desde 1º de junho.
Apesar disso, houve redução de 0,04% no valor gás encanado, em decorrência da queda média de 2,00% no valor das tarifas no Rio de Janeiro (-0,12%). O preço mais baixo está em vigor desde 1º de junho.
Alta nos planos de saúde
No grupo Saúde e Cuidados Pessoais (0,40%), sobressaem-se os artigos de higiene pessoal (0,64%), com destaque para perfume (1,04%), e o plano de saúde (0,42%), cuja variação reflete os reajustes autorizados pela ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar).
Para planos contratados após a publicação da Lei nº 9.656/1998, o percentual é de até 5,11%, com vigência a partir de maio de 2026 e cujo ciclo se encerra em abril de 2027. Para aqueles adquiriado antes da norma, os percentuais autorizados foram de 5,52% e 6,20%, a depender do serviço escolhido.
Combustíveis em queda
A variação no preço dos Transportes (0,05%) reflete, além da alta de 11,67% das passagens aéreas, o recuo de 1,44% nos combustíveis, com todos em queda: etanol (-2,26%), gasolina (-1,37%), óleo diesel (-1,22%) e gás veicular (-0,08%).
Sobe e desce no preço das refeições
O grupo Alimentação e Bebidas também recuou (-0,67%), por influência da alimentação em domicílio (-1,14%). As principais quedas apareceram no preço do tomate (-29,09%), principal impacto negativo no resultado do mês (-0,10 p.p.); da batata-inglesa (-19,59%); da cenoura (-14,41%); e do café moído (-2,45%).
Em relação às altas, os destaques aparecem no leite longa vida (2,47%) e nas frutas (1,20%). A alimentação fora do domicílio acelerou, de 0,15% em junho para 0,55% em julho, com o preço do lanche saindo de 0,13% para 0,76%, e a refeição, de 0,15% para 0,42%, no mesmo período.
O que é o IPCA?
O IPCA é calculado pelo IBGE desde 1980 e considera os gastos das famílias com rendimento de um (R$ 1.621) a 40 salários-mínimos (R$ 64.840), independentemente da fonte de renda.
A pesquisa para elaboração dos dados abrange 10 regiões metropolitanas do país, além dos municípios de Goiânia, Campo Grande, Rio Branco, São Luís, Aracaju e Brasília.
Para o cálculo do índice de julho, foram comparados os preços coletados de 1º de julho de 2026 a 30 de julho deste ano com aqueles vigentes de 30 de maio a 30 de junho de 2026.






