Imasul adquire 122 hectares para proteger nascentes do Rio Taquari, afetado por desastre ambiental

| Créditos: Foto: Sílvio de Andrade – Subsecretaria de Comunicação (Subcom)


O Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul) adquiriu uma área de 122 hectares para preservação das águas do Rio Taquari, palco do maior desastre ambiental do estado. O valor de R$ 862.325,70 foi obtido por meio de compensação ambiental, mecanismo legal que direciona recursos de empreendimentos com alto impacto ecológico para ações de conservação.

A propriedade, localizada nos limites do Parque Estadual das Nascentes do Rio Taquari, em Costa Rica, foi formalizada em escritura assinada pelo diretor-presidente do Imasul, André Borges, e um representante da Karandá Incorporadora Ltda, antiga proprietária. A aquisição faz parte da regularização fundiária da unidade de conservação, essencial para a proteção da Bacia do Alto Taquari.

Em março, o governo estadual decretou utilidade pública para desapropriações na região do parque. “Garantir a titularidade do Estado sobre essas terras assegura a proteção de nascentes e da biodiversidade, com impactos diretos na segurança hídrica da bacia”, afirmou Borges.

Laerte dos Santos, representante da Karandá, destacou que a área, pouco utilizada para pecuária, abriga espécies como onça-pintada, araras e cutias, além de nascentes do Taquari. Leonardo Tostes, gerente do Imasul, ressaltou a importância estratégica da região, que inclui cachoeiras, o Rio Furnas e paisagens cênicas.

Histórico de degradação
O assoreamento do Taquari, que começou nos anos 1970, transformou partes do rio em um "deserto líquido", especialmente em Corumbá. Com 801 km de extensão, o rio nasce em Mato Grosso, percorre 134 km como divisa entre os dois estados e segue para o Pantanal, onde deságua no Rio Paraguai. A proteção das nascentes é considerada crucial para frear a degradação.

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