Mortes violentas caem em MS, mas feminicídios e latrocínios aumentam em 2024

| Créditos: Reprodução/Blog Desembargador Lourival Serejo


Mato Grosso do Sul registrou queda de 10,2% nas mortes violentas intencionais (MVI) em 2024, com 544 casos contra 601 em 2023, segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública divulgado nesta quinta-feira (24). Apesar da redução geral, houve alta significativa nos latrocínios, que passaram de 6 em 2022 para 22 em 2024 — aumento de 263,6%.

Entre os crimes de maior repercussão no ano passado, destaca-se o assassinato do ex-superintendente de Cultura, Roberto Figueiredo, de 68 anos, morto por um adolescente durante roubo de veículo.

Em Campo Grande, a queda nas MVI foi de 2,5%, com 191 registros em 2024, contra 195 no ano anterior. A redução está ligada à diminuição das mortes por intervenção policial (de 55 para 41) e lesões corporais seguidas de morte (de 7 para 4). No entanto, houve aumento nos homicídios dolosos, que subiram de 124 para 132, incluindo feminicídios, que passaram de 8 para 11. A Capital também registrou três latrocínios em 2024, contra apenas um em 2023.

No estado, os homicídios dolosos caíram 6,8%, de 448 para 421. As mortes por intervenção policial diminuíram de 161 para 86, e os casos de lesão corporal seguida de morte passaram de 16 para 15.

No cenário nacional, o Brasil teve a menor taxa de MVI desde 2012: 44.127 mortes, o que representa 20,8 casos por 100 mil habitantes — queda de 5,4% em relação a 2023. Segundo o anuário, a redução está ligada à implementação de políticas públicas, controle de armas e mudanças demográficas. Também influenciam as dinâmicas entre facções criminosas, como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho, cujos conflitos e acordos impactam diretamente os índices de violência.

Desde 2018, a taxa de MVI no Brasil tem caído de forma contínua, com exceção de 2020. A redução acumulada no país chega a 25% no período de 2012 a 2024. No Centro-Oeste, a queda foi de 43,7%.

Em Mato Grosso do Sul, a tendência de queda nacional não se manteve de forma linear. Após redução em 2019, o estado teve alta em 2020 (607 casos), leve recuo em 2021 (511), e nova elevação nos dois anos seguintes (568 em 2022 e 601 em 2023), voltando a cair em 2024.

Dos 27 estados brasileiros, apenas Maranhão, Ceará, São Paulo e Minas Gerais apresentaram aumento na taxa de mortes violentas em 2024. Santa Catarina manteve-se estável, e os demais tiveram queda.

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