Fechamentos batem recorde em MS e aumento da carga tributária pode tornar cenário ainda pior
- porAlcina Reis
- 04 de Novembro / 2026
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| Créditos: IA /Conteúdo MS
As ruas amanhecem sob o barulho rotineiro das portas de aço que sobem, mas, em cada esquina das cidades sul-matogrossenses, o clima é de extrema urgência. Por trás das vitrines que tentam resistir e dos comércios de bairro que lutam para manter o atendimento, há um colapso silencioso em curso: o encerramento definitivo de empresas no Estado atingiu patamares recordes.
Milhares de negócios fecharam as portas em Mato Grosso do Sul, sucumbindo à combinação sufocante de custos operacionais nas alturas, juros abusivos, crédito inacessível e famílias endividadas. Manter uma estrutura física de pé deixou de ser um desafio de gestão para se tornar um ato desesperado de sobrevivência.
O aviso grave, porém, é que a tempestade ainda não passou — e o horizonte promete ser desastroso se o cenário não for revertido.
Com o aumento iminente da carga tributária — impulsionado pelo reajuste da alíquota do ICMS sobre combustíveis e itens essenciais —, o custo de existir no setor produtivo ficará insustentável. A elevação do imposto sobre o óleo diesel e a gasolina desencadeará uma reação em cadeia perversa: encarecerá o frete, inflacionará a cadeia de suprimentos e empurrará o preço final dos produtos diretamente para o bolso do consumidor.
Somado a isso, está aí para quem quiser ver: as lojas virtuais, operando com custos reduzidos e preços bem menores do que os praticados no comércio tradicional, vêm ganhando cada vez mais espaço nessa briga de mercado, esvaziando os corredores das lojas físicas.
Portanto, além do alerta urgente ao poder público para conter a pressão dos impostos, o recado para os comerciantes é claro: será preciso encontrar formas imediatas de se reinventar, ajustar os cintos e adaptar seus modelos de negócio para não precisarem fechar as portas de vez. Se o setor produtivo e as autoridades não agirem com máxima gravidade, a onda de falências se intensificará, arrastando consigo postos de trabalho e a renda da economia regional.
Por Alcina Reis






