Ação parlamentar cobra apuração do Ministério Público sobre mineradora em MS após acidentes e queda nos royalties


O parlamentar estadual Paulo Duarte acionou o Ministério Público Estadual para solicitar uma apuração detalhada acerca das operações da LHG Mining Corumbá S/A na região de Corumbá e Ladário. A representação fundamenta-se em riscos ambientais, incidentes recentes e disparidades nos pagamentos da Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (CFEM).

A iniciativa do deputado fundamenta-se em ocorrências registradas no final de outubro. A primeira envolveu a contaminação do abastecimento de água na comunidade de Antônio Maria Coelho, onde o recurso apresentou turvamento e sedimentos avermelhados. Pouco depois, o naufrágio de uma embarcação vinculada às atividades da companhia no Terminal Gregório Curvo, em Porto Esperança, levantou preocupações relativas ao ecossistema aquático e à segurança das operações.

Além dos impactos socioambientais, o parlamentar apontou divergências na arrecadação tributária municipal. Dados apresentados mostram que, em 2022, na gestão anterior operada pela Vale, a extração de 3,5 milhões de toneladas de minério gerou aproximadamente R$ 40 milhões em royalties para Corumbá. Em contrapartida, no ano de 2025, com a gestão da LHG Mining, o volume extraído saltou para 12 milhões de toneladas, enquanto o repasse da CFEM reduziu-se para cerca de R$ 21 milhões.

A representação apresentada ao órgão fiscalizador busca esclarecer as divergências econômico-financeiras entre o aumento do volume de minério extraído e a retração dos tributos repassados, além de exigir a checagem das condutas preventivas da mineradora e a apuração das causas dos danos causados às comunidades afetadas.

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