Ação da PF e Receita descobre rede criminosa violenta e resulta no afastamento de agentes públicos

| Créditos: DIVULGAÇÃO/PF


Uma ofensiva conjunta promovida pela Polícia Federal e pela Receita Federal deflagrou a Operação Ifrit, com o objetivo de desmantelar uma organização criminosa de alta periculosidade com atuação no Brasil e conexões internacionais. O grupo mantinha alianças com grandes facções do país — como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Primeiro Grupo Catarinense (PGC) — e contava com a participação de servidores públicos para sustentar suas atividades ilícitas.

Durante o cumprimento das ordens judiciais expedidas para sete estados (Mato Grosso do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Mato Grosso, Goiás e Rondônia), as equipes mobilizaram:

76 mandados de busca e apreensão

25 ordens de prisão preventiva e 1 temporária

3 determinações para uso de tornozeleira eletrônica

Afastamento imediato de 3 policiais civis de suas funções

Esquema familiar e cooptação de policiais

As investigações revelaram que o comando da rede ilegal era exercido por um núcleo familiar. Para blindar e operacionalizar o esquema, a quadrilha contava com a colaboração ativa de agentes de segurança pública, incluindo policiais civis, militares de Mato Grosso do Sul e até um integrante da Polícia Rodoviária Federal (PRF).

O grupo respondia por um extenso rol de infrações graves, que abrangia desde o tráfico transnacional de entorpecentes e de armas de fogo até a lavagem de capitais, passando por homicídios, sequestros, sessões de tortura e atentados. A estrutura contava com suporte logístico robusto, blindagem em veículos e armamento pesado para dominar territórios e repelir rivais.

Logística de fronteira e alcance internacional

Com centro operacional situado na faixa de fronteira entre Ponta Porã (MS) e Pedro Juan Caballero (Paraguai), a organização trazia drogas e armamentos de países como Bolívia, Peru e Paraguai. O material apreendido abastecia o mercado consumidor brasileiro e alimentava rotas de exportação para a Europa, especialmente com destino a Portugal e Espanha.

Na capital sul-mato-grossense, Campo Grande, os policiais federais efetuaram buscas em diversos bairros. Em um dos endereços fiscalizados, localizado na Rua São Borja, foi necessário arrombar o portão de um galpão onde diversos veículos estavam guardados, dando continuidade às apreensões da operação.

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