Ex-governador oferece cobertura de luxo e fazenda para cumprir acordo com o STF
- porRedação
- 17 de Agosto / 2026
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A defesa do ex-governador de Mato Grosso, Silval Barbosa, apresentou ao Supremo Tribunal Federal (STF) duas alternativas para encerrar o pagamento de valores previstos em acordo de colaboração premiada. O saldo principal informado é de aproximadamente R$ 23,46 milhões.
Entre os bens oferecidos estão uma cobertura em um edifício de alto padrão em Cuiabá, avaliada em cerca de R$ 8 milhões, e uma propriedade rural estimada em aproximadamente R$ 23 milhões. As propostas ainda aguardam análise da Suprema Corte.
Na primeira alternativa, a defesa propõe quitar o valor principal sem aplicar a atualização monetária. A composição inclui um imóvel rural avaliado em R$ 8,72 milhões, a cobertura onde o ex-governador reside, estimada em R$ 8 milhões, além da compensação de R$ 4,5 milhões já pagos em outro acordo e aproximadamente R$ 2,24 milhões em três parcelas semestrais.
A segunda opção considera a aplicação de correção sobre o débito. Nesse cenário, o montante chegaria a cerca de R$ 28,06 milhões. Para o pagamento, seria utilizada uma propriedade rural avaliada em aproximadamente R$ 22,99 milhões, além da compensação de R$ 4,72 milhões referente a valores já pagos e uma parcela em dinheiro de cerca de R$ 347 mil.
Segundo os advogados, o acordo firmado por Silval Barbosa vem sendo cumprido há cerca de dez anos e teria contribuído para a recuperação estimada de R$ 2 bilhões aos cofres públicos de Mato Grosso.
A defesa também solicitou que a Procuradoria-Geral da República (PGR) seja consultada sobre as propostas antes da eventual homologação pelo Supremo.
Silval Barbosa foi preso em 2015, durante a Operação Sodoma, investigação que apurou um esquema envolvendo cobrança de propina e concessão de incentivos fiscais durante sua administração. Em 2017, o STF homologou o acordo de colaboração premiada firmado pelo ex-governador com a PGR.






