TSE aceita ação contra Lula e Alckmin por possível abuso eleitoral ligado ao Carnaval

Presidente Lula durante desfiles das escolas de samba no Rio de Janeiro | Créditos: Foto: Ricardo Stuckert


O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinou o prosseguimento de uma ação apresentada pelo partido Novo contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), envolvendo o desfile da escola de samba Acadêmicos de Niterói no Carnaval de 2026.

A legenda questiona a homenagem feita à trajetória pessoal e política de Lula durante a apresentação na Marquês de Sapucaí. Segundo a acusação, o desfile poderia ter contribuído para a promoção eleitoral do presidente, que busca a reeleição, além de envolver recursos públicos e ampla divulgação em veículos de comunicação e plataformas digitais.

O processo é analisado pelo corregedor-geral da Justiça Eleitoral, ministro Antonio Carlos Ferreira. Na decisão, ele considerou que os fatos apresentados podem, em tese, configurar abuso de poder econômico e uso indevido dos meios de comunicação.

De acordo com as informações apresentadas na ação, o desfile teria recebido aproximadamente R$ 9,65 milhões em recursos públicos provenientes de diferentes órgãos e administrações públicas do Rio de Janeiro, além da Embratur.

Com a decisão de dar andamento ao processo, Lula e Alckmin foram chamados a apresentar suas respectivas defesas no prazo de cinco dias. A abertura da ação, no entanto, não representa uma conclusão de que houve irregularidade, já que as acusações ainda serão analisadas pela Justiça Eleitoral.

O caso deverá avançar com a manifestação dos envolvidos e a análise das provas apresentadas ao TSE.

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