Denúncia aponta falhas de segurança e ferimento durante treinamento na Penitenciária de Dourados
- porRedação
- 19 de Agosto / 2026
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imagem ilustrativa | Créditos: Agepen
Uma denúncia encaminhada a órgãos de controle levanta questionamentos sobre procedimentos adotados durante a atuação da Força Penal Nacional na Penitenciária Estadual de Dourados (PED), em Mato Grosso do Sul. O documento menciona possíveis falhas na guarda de armamentos, redução do efetivo durante capacitações, danos a viaturas e o ferimento de um policial penal durante um exercício com armas de airsoft.
Segundo a representação, armas, incluindo fuzis, teriam permanecido sem vigilância adequada em uma área onde trabalham presos. O documento solicita que sejam esclarecidas as regras utilizadas para o porte e armazenamento dos armamentos por integrantes da força federal e se os procedimentos adotados estão de acordo com os protocolos de segurança.
A denúncia também questiona a realização de cursos obrigatórios, como treinamentos de intervenção prisional, brigada de incêndio e primeiros socorros. Conforme os relatos, a retirada de servidores para participar das capacitações poderia ter reduzido o efetivo disponível para os plantões e comprometido a cobertura de determinados setores da unidade.
Outro ponto citado envolve um exercício de escolta e simulação de resgate. Durante a atividade, um policial penal teria sido atingido por disparos de airsoft no rosto, próximo aos olhos e ao nariz. De acordo com a representação, o servidor precisou receber atendimento médico. Os responsáveis pela denúncia pedem esclarecimentos sobre os equipamentos utilizados, a supervisão do treinamento e o fornecimento de equipamentos de proteção individual.
Também foram relatadas possíveis avarias em viaturas empregadas durante as simulações. A representação solicita levantamento dos veículos utilizados, dos danos registrados e dos eventuais custos de reparação.
O documento ainda menciona reclamações relacionadas ao ambiente de trabalho, como mudanças de escalas e postos, cobranças consideradas inadequadas e supostas retaliações contra servidores que teriam questionado procedimentos. Por isso, são solicitadas a preservação de imagens, mensagens, escalas e outros documentos, além da realização de depoimentos e perícias.
As acusações, entretanto, ainda dependem de apuração. A própria representação ressalta que os relatos não comprovam, por si só, a ocorrência das supostas irregularidades ou eventual responsabilidade administrativa, civil ou criminal.
A atuação da Força Penal Nacional na PED faz parte de uma operação autorizada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública por 90 dias, com objetivo de capacitar servidores e desenvolver protocolos de segurança. A Agepen informou que as atividades seguem critérios técnicos e protocolos destinados a preservar a integridade dos profissionais e dos custodiados.
Sobre o policial ferido durante o treinamento, a agência confirmou o episódio, informou que ele recebeu atendimento e afirmou que o caso foi registrado e encaminhado aos canais institucionais. Segundo a Agepen, também foi instaurado procedimento na Corregedoria para apurar as circunstâncias do acidente.






