CNJ julga primeiro desembargador investigado na Operação Última Ratio

| Créditos: Reprodução/CNJ


O Conselho Nacional de Justiça julgará na próxima terça-feira (28), às 9h, a reclamação disciplinar contra o desembargador Marcos José de Brito Rodrigues, afastado desde outubro de 2024 no âmbito da Operação Última Ratio. Ele será o primeiro dos sete magistrados investigados a ter o caso analisado pelo plenário.

A inclusão do processo foi determinada pelo presidente do CNJ, ministro Edson Fachin, a pedido do relator, o corregedor nacional de Justiça, ministro Mauro Campbell Marques. O colegiado poderá abrir um Procedimento Administrativo Disciplinar (PAD) e manter o afastamento do magistrado ou autorizar seu retorno às funções, caso entenda não haver indícios suficientes.

De acordo com a Corregedoria, há fortes suspeitas de que o desembargador tenha atuado em processos envolvendo advogados com quem mantinha vínculos próximos e recebido vantagens indevidas por meio de terceiros. Também há indícios de patrimônio incompatível com os rendimentos declarados.

Marcos Rodrigues, de 67 anos, ingressou na magistratura em 1988 como juiz substituto e foi promovido a desembargador em 2012. Além dele, outros seis magistrados são investigados na operação: Alexandre Bastos, Sideni Soncini Pimentel, Vladimir Abreu da Silva, Sérgio Fernandes Martins, Júlio Roberto Siqueira Cardoso e Divoncir Schreiner Maran, além do juiz Paulo Afonso de Oliveira.

A Operação Última Ratio, que completa um ano neste mês, segue em andamento e permanece sob investigação da Polícia Federal e do Superior Tribunal de Justiça.

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