Brasil integra estudo internacional que investiga caminhos para a cura da hepatite B
- porRedação
- 31 de Agosto / 2026
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| Créditos: Foto: Divulgação Ministério da Saúde
O Brasil passou a fazer parte de uma pesquisa internacional que busca ampliar o conhecimento sobre a hepatite B e identificar possíveis caminhos para o desenvolvimento de novos tratamentos e, futuramente, de uma cura para a doença.
O estudo reúne pesquisadores de diferentes países e conta com a participação da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), por meio do Hospital Universitário Cassiano Antônio Moraes (Hucam), e da Universidade de São Paulo (USP). A coordenação internacional está sob responsabilidade da Faculdade de Medicina da Universidade Johns Hopkins, nos Estados Unidos.
A pesquisa acompanhará pacientes infectados pelo vírus da hepatite B para analisar, em nível celular, como ocorre a evolução da infecção e de que forma o sistema imunológico responde ao vírus. Também serão avaliados casos de pessoas que convivem simultaneamente com hepatite B e HIV.
Além do Brasil, participam do projeto equipes científicas da Índia, Senegal e Uganda. A expectativa é que as informações obtidas permitam identificar fatores genéticos e características do próprio vírus que possam contribuir para o desenvolvimento de medicamentos mais eficazes.
No território brasileiro, o acompanhamento dos participantes começou neste ano e deverá se estender por aproximadamente cinco anos. Ao todo, a pesquisa pretende monitorar 600 voluntários em diferentes países, sendo 75 deles acompanhados pelas equipes brasileiras.
Atualmente, os pesquisadores seguem recrutando participantes para completar o grupo previsto no país. A meta é ampliar a base de dados necessária para compreender por que a doença evolui de maneiras distintas entre os pacientes e apontar novos alvos terapêuticos para o combate à hepatite B.
A hepatite B é uma infecção viral que afeta o fígado e pode permanecer sem sintomas por longos períodos. Quando não diagnosticada e tratada adequadamente, pode evoluir para complicações graves, como cirrose e câncer hepático.
A pesquisa faz parte dos esforços globais para reduzir o impacto das hepatites virais e contribuir para a meta de eliminação da doença como problema de saúde pública nas próximas décadas.






