Arauco inicia recebimento de vagões que serão usados no transporte de celulose de Inocência
- porRedação
- 18 de Agosto / 2026
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| Créditos: Foto: Tiago Aguiar
A estrutura logística do Projeto Sucuriú, da Arauco, começou a ganhar novos equipamentos com a chegada dos primeiros vagões destinados ao transporte da celulose que será produzida na futura fábrica de Inocência, no leste de Mato Grosso do Sul.
O primeiro lote, com 40 unidades, foi entregue pela Randon e integra uma encomenda de 721 vagões. Os equipamentos serão utilizados no transporte da produção até o Porto de Santos, em São Paulo, principal destino da carga para exportação.
A previsão é que novos lotes sejam entregues mensalmente, com cerca de 40 vagões por vez, até novembro de 2027. Cada equipamento possui capacidade para transportar até 98 toneladas de celulose e foi desenvolvido com características específicas para a operação ferroviária.
Entre os recursos estão abertura lateral para facilitar o carregamento e descarregamento, lonas reforçadas com proteção contra vandalismo, divisórias internas e componentes projetados para diminuir a absorção de umidade durante o trajeto.
Ferrovia terá papel estratégico
A operação faz parte do planejamento logístico da futura unidade industrial. O projeto prevê a construção de um ramal ferroviário que ligará a fábrica à malha existente, permitindo o transporte da produção até o litoral paulista.
Quando estiver em funcionamento, a fábrica deverá produzir aproximadamente 3,5 milhões de toneladas de celulose por ano. A ferrovia está prevista para entrar em operação em 2027 e poderá reduzir significativamente a circulação de caminhões utilizada no transporte da produção.
O Projeto Sucuriú é estimado em R$ 25 bilhões e inclui, além da fábrica, investimentos em infraestrutura ferroviária, florestal e logística. A expectativa é de que o empreendimento contribua para a geração de empregos e para o crescimento econômico de Inocência e municípios da região.
De acordo com informações do projeto, a nova fábrica deverá iniciar as operações até o fim de 2027, com capacidade para produzir 3,5 milhões de toneladas de celulose por ano.






