Advogado é preso em Campo Grande por suspeita de repassar informações de operação ao delegado
- porRedação
- 29 de Setembro / 2026
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Advogado Amilton Ferreira de Almeida no dia da operação | Créditos: Foto: Osmar Veiga/ Campo Grande News
O advogado Amilton Ferreira de Almeida, que atuava na defesa do delegado Hoffman D’Ávila Cândido e Sousa, foi preso temporariamente nesta terça-feira (29), em Campo Grande, durante a segunda etapa da investigação relacionada à Operação Infiltrados.
A nova fase, denominada Operação Obstructio, apura a suspeita de que informações sigilosas sobre o cumprimento de medidas judiciais tenham sido repassadas antecipadamente a um dos investigados. A prisão de Amilton tem prazo de 30 dias.
Além do mandado de prisão, equipes do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) cumpriram dois mandados de busca e apreensão na Capital. Por se tratar de um advogado, representantes da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/MS) acompanharam o cumprimento das medidas.
A suspeita ganhou força após a primeira fase da Operação Infiltrados, deflagrada no dia 24 de setembro. Na ocasião, Hoffman D’Ávila deixou sua residência, no bairro Carandá Bosque, antes da chegada dos agentes do Gaeco. Posteriormente, ele se apresentou voluntariamente à Corregedoria da Polícia Civil.
Segundo a defesa de Amilton, representada pela advogada Damares Costa Machado, não houve vazamento de informações. Ela afirmou que o encontro entre o advogado e Hoffman estava previamente combinado para as primeiras horas da manhã e que os dois tinham o hábito de sair cedo para caminhar. A defesa também informou que Amilton disponibilizou o celular para análise.
Hoffman D’Ávila é um dos investigados na Operação Infiltrados, que apura suspeitas de desvio de drogas apreendidas por agentes de segurança pública em Mato Grosso do Sul. Conforme as investigações divulgadas pelo Ministério Público, parte dos entorpecentes teria sido retirada dos registros oficiais ou desviada de depósitos policiais para posterior repasse ao tráfico.
A investigação da Operação Obstructio deverá apurar a origem das informações que teriam sido antecipadas, quem teve acesso aos dados sigilosos e se o eventual vazamento interferiu no cumprimento das medidas judiciais.






