TRE-MS retotaliza votos após candidatura de Jerson Domingos ser barrada, mas cadeiras na Alems devem ser mantidas
- porRedação
- 21 de Outubro / 2026
- Leitura: em 8 segundos

| Créditos: Foto: Mary Vasques
O Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul (TRE-MS) realizou nesta quarta-feira (21) a retotalização dos votos das eleições de 2026 para deputado estadual, após o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) indeferir o registro de candidatura de Jerson Domingos, do União Brasil. A retirada dos votos do ex-conselheiro não deve modificar a distribuição das cadeiras na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (Alems), mas altera a ordem dos suplentes.
Jerson recebeu 16.884 votos no primeiro turno, realizado em 4 de outubro. Com a decisão unânime do TSE, que acolheu recurso do Ministério Público Eleitoral, essa votação foi anulada para efeito de cálculo eleitoral.
Com a exclusão dos votos, o quociente eleitoral, que representa a quantidade de votos válidos necessária para a distribuição das vagas, passa de 57.575 para 56.871. Apesar da mudança nos números, os cálculos indicam que as 24 cadeiras da Assembleia Legislativa permanecem distribuídas entre os mesmos parlamentares eleitos.
Dione Hashioka assume segunda suplência
A principal alteração ocorre na lista de suplentes da Federação União Progressista, formada pelo União Brasil e pelo Progressistas (PP). Com a saída de Jerson Domingos da relação, a ex-deputada estadual Dione Hashioka, do União Brasil, passa a ocupar a segunda suplência. Marcelo Miranda, do PP, permanece como primeiro suplente.
A composição da Alems também depende de outra disputa judicial envolvendo Jamilson Name, do PP. Os 35.211 votos recebidos por ele foram anulados após o indeferimento de seu registro de candidatura por decisão de um ministro do TSE.
Caso Jamilson obtenha uma decisão favorável do plenário do tribunal, seus votos poderão ser validados, o que poderá devolver a vaga a ele e retirar a cadeira atualmente atribuída a Márcio Fernandes, do PL.
Processos envolvendo Jerson Domingos
O indeferimento da candidatura de Jerson ocorreu após questionamento do Ministério Público Eleitoral relacionado a processos criminais envolvendo as operações Omertà e Armagedon, conduzidas no contexto de investigações sobre organizações criminosas.
Jerson responde a acusações relacionadas a suposto embaraço às investigações e a alegações de participação em organização criminosa armada e tráfico de armas. Os casos tiveram desdobramentos judiciais, e as acusações devem ser tratadas conforme o andamento dos respectivos processos.
A retotalização atende à determinação da Justiça Eleitoral para adequar os resultados oficiais à decisão sobre o registro de candidatura. Embora a retirada dos votos de Jerson não deva mudar as cadeiras da Assembleia, a situação dos suplentes foi atualizada.






