Temporais e falta de energia geram impacto estimado em R$ 25 milhões no comércio de Campo Grande

| Créditos: Foto: Paulo Ribas/Correio do Estado.


Um levantamento realizado pela Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) aponta que o setor comercial e de serviços de Campo Grande contabiliza prejuízos financeiros superiores a R$ 25 milhões em decorrência das tempestades e dos sucessivos apagões registrados no último fim de semana. Ao todo, mais de 380 estabelecimentos formalizaram registros sobre falhas operacionais e perdas materiais.

O estopam das interrupções elétricas teve início na última sexta-feira, ocasionado principalmente pela queda de árvores de grande porte sobre redes de fiação elétrica. A suspensão no fornecimento afetou diretamente o funcionamento de diversos empreendimentos, forçando o encerramento antecipado das atividades durante o período de maior fluxo de clientes.

Entre as principais queixas apresentadas pelas empresas atingidas estão:

Perda de estoques: Estragamento de insumos e mercadorias refrigeradas em câmaras frias de padarias, supermercados, açougues e restaurantes.

Danos estruturais e tecnológicos: Avarias em maquinários, equipamentos elétricos e sistemas eletrônicos.

Custos não planejados: Despesas emergenciais adicionais para viabilizar a retomada do atendimento.

Durante as interrupções, a representação varejista intermediou o contato entre as empresas e a concessionária de energia Energisa, repassando dados das Unidades Consumidoras para acelerar o restabelecimento do serviço nas áreas mais afetadas.

Debate sobre infraestrutura urbana e arborização

A entidade de classe chamou a atenção para a necessidade de aprimorar a gestão da arborização da cidade. Segundo a avaliação institucional, parte dos vegetais que tombaram sobre transformadores e postes já demonstrava sinais visíveis de deterioração e exigia intervenções preventivas, como remoção ou podas adequadas.

Para mitigar novos impactos econômicos causados por eventos climáticos severos, defende-se a reestruturação dos trâmites operacionais de manutenção de árvores, bem como a realização de inspeções técnicas direcionadas aos corredores comerciais do município. A avaliação geral é que, embora o fornecimento de luz tenha sido gradualmente normalizado, os impactos operacionais e financeiros sobre as empresas exigirão medidas preventivas de longo prazo.

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