Supercélula provoca tragédia em Juiz de Fora e deixa 16 mortos

Uma supercélula — tipo raro e severo de tempestade — atingiu Juiz de Fora na madrugada desta terça-feira (24), provocando chuvas intensas e deixando 16 mortos, segundo o Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais.

De acordo com a prefeitura, o volume de chuva superou mais que o dobro do esperado para todo o mês, tornando este fevereiro o mais chuvoso da história do município.

O que é uma supercélula

Segundo a Climatempo e informações da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), supercélulas são tempestades isoladas, altamente organizadas e duradouras. Diferentemente das tempestades comuns, podem permanecer ativas por várias horas e percorrer longas distâncias.

Esses sistemas são capazes de gerar ventos intensos, granizo, chuvas volumosas e tornados. Embora os tornados sejam os eventos mais destrutivos associados ao fenômeno, não são os únicos responsáveis por danos graves.

No Brasil, as supercélulas ocorrem principalmente nas regiões Sul e Sudeste. Elas se formam na parte quente de sistemas de baixa pressão e costumam se propagar ao longo de frentes frias. A rotação característica é causada por correntes de vento que inclinam o movimento do ar, formando mesociclones dentro das nuvens.

Impactos na cidade

Após a passagem da tempestade, Juiz de Fora amanheceu com diversos pontos de alagamento e bairros isolados. O Rio Paraibuna e córregos da região transbordaram, agravando a situação.

Foram registrados deslizamentos de terra, quedas de árvores e o desabamento de dois prédios. A Defesa Civil municipal estima que cerca de 440 pessoas estejam desabrigadas.

Diante da gravidade do cenário, o município decretou estado de calamidade pública. O governo federal enviou equipes da Força Nacional do SUS e da Defesa Civil Nacional para apoiar os trabalhos de resgate, atendimento às vítimas e assistência humanitária.

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