“Servidora do Detran-MS presa por fraude fica sem defesa após advogado abandonar caso”
- porRedação
- 15 de Julho / 2024
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Yasmin Osório Cabral, ex-servidora do Detran-MS (Departamento Estadual de Trânsito de Mato Grosso do Sul), enfrenta um momento crucial sem a assistência de um advogado de defesa. Aos 31 anos e suspensa de suas funções por seis meses, Yasmin está detida desde 6 de julho, acusada de participar de um esquema de fraude que pode ter movimentado cerca de R$ 2 milhões. A investigação do Dracco (Departamento de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado) revelou que ela teria usado senhas de colegas para remover restrições de caminhões em conluio com o despachante David Clocky Hoffaman Chita, atualmente foragido.
O advogado anterior de Yasmin, André Stuart, confirmou ao Midiamax que não está mais representando-a, sem detalhar os motivos para sua saída.
Na última quinta-feira (11), o desembargador Fernando Paes de Campos negou um pedido de liberdade provisória apresentado por Stuart, levando-o a desistir do habeas corpus que aguardava julgamento colegiado, decisão homologada pela Justiça na noite de sexta-feira (12).
Yasmin teve seu mandado de prisão expedido pela juíza da 3ª Vara Criminal, Eucélia Moreira Cassal, após uma operação do Dracco que resultou na apreensão de documentos. A prisão foi efetuada em sua residência, localizada no Bairro São Lourenço, em Campo Grande, sendo posteriormente transferida para o presídio feminino 'Irmã Irma Zorzi', onde permanece sob custódia.
Além das acusações no âmbito do Detran-MS, Yasmin também enfrenta processos anteriores, incluindo um incidente de estelionato registrado em novembro de 2022, onde é acusada de ter tentado fraudar o próprio pai para obter benefícios indevidos.
Este caso destaca mais uma reviravolta na trajetória de Yasmin Osório Cabral, que anteriormente era vista como uma figura exemplar no controle de tráfego e agora se encontra no centro de um escândalo de corrupção.






