Senado convoca chanceler para explicar posição do Brasil sobre conflito no Oriente Médio
- porRedação
- 13 de Março / 2026
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A Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional do Senado (CRE) convidou o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, para prestar esclarecimentos sobre a posição do Brasil diante do conflito envolvendo Irã, Israel e Estados Unidos.
Segundo a presidência da comissão, o chanceler deverá ser ouvido em reunião marcada para quarta-feira (18) no Senado Federal do Brasil.
Preocupação com impactos econômicos
Vice-presidente da comissão, a senadora Tereza Cristina (PP-MS) classificou a posição pública do governo brasileiro como “tímida” e “não muito clara”.
De acordo com a parlamentar, o conflito pode trazer impactos diretos para a economia brasileira, especialmente em dois pontos estratégicos:
a importação de fertilizantes e petróleo, já que o Irã tenta controlar o fluxo de navios no Estreito de Ormuz;
as exportações de carnes e grãos, destinadas a países da região, considerados importantes parceiros comerciais do Brasil.
Alertas de embaixadores do Golfo
O presidente da comissão, senador Nelsinho Trad (PSD-MS), relatou preocupações apresentadas por embaixadores de países do Golfo Pérsico durante reunião recente.
Segundo ele, o Irã teria realizado ataques contra hotéis, portos, aeroportos e refinarias nesses países. O parlamentar informou que conversou com representantes diplomáticos de:
Arábia Saudita
Bahrein
Catar
Emirados Árabes Unidos
Kuwait
Iêmen
Trad também afirmou que consulados e postos brasileiros no Oriente Médio têm atualizado frequentemente alertas sobre rotas e meios de transporte para brasileiros que desejam deixar a região.
“Já recebi dezenas de manifestações de brasileiros que estão ilhados em um desses países sem conseguir retornar ao Brasil, situação desesperadora, com gente debaixo de bunker para poder se proteger dos ataques”, relatou o senador.
Defesa da neutralidade
Durante o debate, o senador Esperidião Amin (PP-SC) afirmou que o Brasil não deve tomar partido no conflito.
Para o parlamentar, o papel do país deve ser incentivar o diálogo e o retorno às negociações diplomáticas.
“A última coisa que nós devemos fazer é tomar partido, mas pedir que parem de brigar e voltem para o leito das negociações”, declarou.
Com informações da Agência Senado.






