Moraes recua e nega visita de assessor ligado a Trump a Bolsonaro na prisão

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, voltou atrás em decisão anterior e negou a visita de Darren Beattie, assessor sênior do Departamento de Estado dos Estados Unidos, ao ex-presidente Jair Bolsonaro na prisão.

A mudança de entendimento ocorreu após o Ministério das Relações Exteriores do Brasil (Itamaraty) informar que Beattie não possui agenda diplomática oficial no país e que seu visto de entrada no Brasil foi concedido apenas para participação em um evento privado.

Segundo a nova decisão, o visto foi solicitado por meio de nota verbal com base na participação do assessor no “US-Brazil Forum on Critical Minerals” (Fórum Brasil-EUA de Minerais Críticos), sem qualquer vínculo com visita ao ex-presidente no sistema penitenciário brasileiro.

Pedido de visita gerou questionamentos

De acordo com Moraes, apenas na terça-feira (11) — após o pedido de encontro com Bolsonaro ter sido protocolado no STF — a Embaixada dos Estados Unidos em Brasília solicitou entrevistas de Beattie ao Itamaraty.

O ministro destacou que não havia até então qualquer agenda diplomática previamente comunicada ao governo brasileiro, o que pesou para a decisão de negar a visita.

Assessor tem ligação com política externa para o Brasil

Desde fevereiro, Darren Beattie é responsável pela política do Departamento de Estado para o Brasil. Ele foi nomeado para o cargo em outubro do ano passado.

O assessor também participa de discussões internas nos Estados Unidos sobre a possibilidade de aplicação da Lei Magnitsky contra autoridades estrangeiras, incluindo o próprio ministro Alexandre de Moraes, segundo informações divulgadas pela colunista Andreza Matais, do portal Metrópoles.

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