Sefaz e Imasul intensificam fiscalização após operação expor rede ligada ao PCC

| Créditos: Foto: Edemir Rodrigues


Após a Operação Carbono Oculto, deflagrada em agosto pela Receita Federal, Gaeco de São Paulo e Polícia Federal, órgãos de controle de Mato Grosso do Sul anunciaram medidas para reforçar a fiscalização sobre empresas suspeitas de envolvimento em fraudes no setor de combustíveis.

A Secretaria Estadual de Fazenda (Sefaz) informou que fará um recadastramento das distribuidoras autorizadas pela Agência Nacional do Petróleo (ANP) e uma auditoria na emissão de notas fiscais. O objetivo é coibir a sonegação de tributos, estimada em até R$ 10 bilhões, e apurar indícios de empresas de fachada utilizadas para lavagem de dinheiro do tráfico de drogas.

O Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul) também vai realizar vistorias para verificar a regularidade ambiental de companhias instaladas em Iguatemi, onde foram identificadas distribuidoras ligadas ao empresário Mohamed Hussein Mourad, apontado como articulador do esquema e atualmente foragido.

Segundo a Sefaz, durante fiscalização no início de setembro, foram encontradas irregularidades em distribuidoras da região, o que levou à interdição imediata de parte das atividades. O órgão adiantou que novas medidas administrativas estão em andamento e poderão resultar no cancelamento de inscrições estaduais de empresas envolvidas.

Investigações apontam que o polo empresarial às margens da Rodovia da Balsinha, em Iguatemi, serviu como base para companhias ligadas ao PCC, favorecidas pela falta de fiscalização municipal e estadual. O esquema teria movimentado valores bilionários, incluindo operações financeiras em São Paulo.

Fonte: Campo Grande News

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