Santa Casa de Campo Grande acumula R$ 810 milhões em dívidas, afirma gestor


A Santa Casa de Campo Grande enfrenta um grave desequilíbrio financeiro, com R$ 810 milhões em dívidas acumuladas e déficit mensal de R$ 180 milhões. Os números foram apresentados pelo gestor da instituição, Luiz Alberto Kanamura, que busca alternativas para reorganizar as contas e manter o funcionamento do hospital.

Entre os principais compromissos financeiros estão R$ 273 milhões em débitos com a Caixa Econômica Federal, cerca de R$ 53 milhões a R$ 57 milhões em impostos atrasados e mais de R$ 42 milhões referentes ao Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). Segundo Kanamura, essas pendências estão em negociação ou sendo pagas de forma parcelada.

O gestor também explicou que o déficit mensal envolve despesas essenciais para a continuidade dos serviços, como pagamentos a médicos, fornecedores, materiais hospitalares, medicamentos e órteses, próteses e materiais especiais.

Os dados apresentados pela instituição apontam que o endividamento vem se acumulando ao longo dos anos. Uma auditoria da Procuradoria-Geral do Estado identificou passivo de R$ 792,6 milhões em 2025, enquanto o novo levantamento apresentado por Kanamura elevou o total para R$ 810 milhões.

A situação ocorre mesmo com o aumento dos recursos públicos destinados ao hospital. Os repasses do Sistema Único de Saúde (SUS) passaram de R$ 344,6 milhões em 2022 para R$ 438,7 milhões em 2025.

A crise financeira mantém a Santa Casa sob pressão para reorganizar sua administração e equilibrar receitas e despesas. A gestão busca encaminhar as dívidas e assegurar recursos para preservar os atendimentos prestados à população de Campo Grande e de outras regiões de Mato Grosso do Sul.

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