Vice-diretor de escola é afastado do cargo após ser preso por balear jurista em MS

| Créditos: Foto: Jardim MS News


Um educador exercendo a função de vice-diretor em uma escola estadual localizada na região sudoeste de Mato Grosso do Sul teve o afastamento do cargo determinado pela Secretaria de Estado de Educação. A medida administrativa foi adotada logo após a Justiça decretar a prisão preventiva do servidor, investigado por disparar contra um representante legal durante o recolhimento de um automóvel.

Além de suspender o funcionário do exercício de suas atribuições pedagógicas, a pasta estadual instaurou um processo administrativo interno para apurar os fatos. O órgão ressaltou que a conduta violenta sob investigação ocorreu fora do ambiente escolar, mas destacou que continuará monitorando as apurações policiais e judiciais sobre o ocorrido.

Entenda a ocorrência e os desdobramentos

Ataque durante apreensão judicial

O caso teve início no momento em que uma oficial de Justiça executava o recolhimento judicial de um utilitário pertencente à esposa do investigado. A moradora colaborou com o procedimento, retirando pertences pessoais do interior do veículo e entregando a chave para o advogado credenciado pela instituição financeira.

Enquanto o jurista conduzia o automóvel apreendido rumo ao ponto de apoio para transporte por guincho, foi surpreendido. Uma caminhonete dirigida pelo suspeito emparelhou na via pública e disparos foram efetuados a partir do habitáculo. A lataria do veículo foi perfurada por projéteis que atingiram o motorista pelas costas.

Socorro e estado de saúde da vítima

Mesmo baleado, o condutor manteve o controle do veículo e conseguiu dirigir até conseguir ajuda. Ao ser socorrido pela servidora do Judiciário e por equipes de resgate, relatou perda de sensibilidade nas pernas. Avaliações médicas preliminares apontam que dois disparos acertaram a região dorsal, sendo que um dos projéteis ficou alojado na coluna vertebral.

Detenção e apreensão de armamentos

A Polícia Militar localizou o suspeito nas imediações do local do crime. Durante a vistoria no interior de seu utilitário, foram apreendidas:

Uma pistola de calibre .380

Um revólver de grosso calibre (.454 Casull)

Uma espingarda de ar comprimido

Cápsulas deflagradas de munição .380 também foram recolhidas na cena dos disparos. Embora o detido ostente registro de Caçador, Atirador Desportivo e Colecionador (CAC), as autoridades constataram que a autorização legal não cobria o transporte do armamento nas condições do episódio.

Decisão judicial

Durante a audiência de custódia, o magistrado indeferiu o pedido de concessão de liberdade provisória impetrado pela defesa. Ao acatar o parecer do Ministério Público e da Polícia Civil, o juiz fundamentou a necessidade da prisão preventiva na elevada gravidade da infração, ponderando que fatores como emprego formal fixo e ausência de antecedentes criminais não anulam o risco à ordem pública. O profissional segue sob custódia do sistema prisional enquanto as investigações prosseguem.

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