Renan Santos aciona Senado com pedido para impeachment de Moraes e Toffoli
- porMetrópoles
- 03 de Setembro / 2026
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Ministro Dias Toffoli suspendeu campanha de Renan nas redes e proibiu repasses do Fundo Eleitoral | Créditos: Felipe Soares/Divulgação Missão
O candidato à Presidência da República Renan Santos (Missão) protocolou, nessa quarta-feira (2/9), junto ao ao Senado Federal, pedidos de impeachment contra dois ministros do Supremo Tribunal Federal (STF): Alexandre de Moraes e Dias Toffoli. Os ofícios denunciam “crimes de responsabilidade” e destacam o envolvimento dos magistrados com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
Na denúncia, Renan alega que “fatos de extrema gravidade” foram noticiados pela imprensa contra Moraes após a quebra de sigilo do relatório da Polícia Federal (PF) que revelam mensagens de Vorcaro supostamente enviadas ao ministro.
O presidenciável diz que as conversas indicam troca de favores entre o magistrado e o empresário, além de “informações privilegiadas” repassadas ao banqueiro.
“O documento (da PF) levanta a suspeita de que Daniel Vorcaro possa ter recebido do ministro Alexandre de Moraes informações privilegiadas sobre investigações conduzidas contra ele, e detalha contratos mantidos entre o banqueiro e o escritório de Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro, no valor total de R$129 milhões”, diz o documento.
Renan Santos faz menção à contratação do escritório de Viviane Barci de Moraes por Daniel Vorcaro no valor de R$ 131 milhões. Ele ainda cita a existência de um segundo contrato, de R$ 50 milhões para que a esposa do ministro se tornasse sócia em uma empresa de aeronaves de Vorcaro.
Caso Tayayá
Quanto ao pedido de impeachment contra o ministro Toffoli, o candidato cita repasses que somam R$ 35 milhões feitos por fundos de investimento ligados a Vorcaro ao resort Tayayá, no interior do Paraná.
Segundo o documento, a empresa familiar Maridt S.A., constituída pelo ministro e por seus irmãos, teve participação no empreendimento do resort até meados de 2025. O líder do Movimento Brasil Livre (MBL) afirma que isso violaria a vedação legal para que magistrados exerçam atividades empresariais.






