Remoção de ligações irregulares de energia deixa comunidade sem luz e água em Campo Grande
- porRedação
- 23 de Julho / 2026
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| Créditos: Foto: Victória Costacurta
Uma operação para o desligamento de conexões clandestinas de rede elétrica afeta mais de 200 famílias moradoras da comunidade Agrovila Campão, localizada nas proximidades da rodovia BR-262, na saída para Sidrolândia, em Campo Grande. A ação, realizada por equipes da concessionária responsável pelo abastecimento de energia elétrica com o apoio da Polícia Militar, resultou no recolhimento de cabos, fiação improvisada e de um transformador que alimentava a localidade.
O loteamento, constituído há cerca de quatro anos em uma área não regularizada, já havia passado por procedimento semelhante no ano anterior. Durante a intervenção, que durou cerca de uma hora e ocorreu sem o registro de confrontos ou bloqueios na rodovia, todo o cabeamento utilizado para a distribuição interna foi recolhido.
Impactos no abastecimento e na saúde
Além da interrupção do fornecimento de eletricidade, o desligamento causou o desabastecimento de água no assentamento. O fornecimento hídrico no local depende diretamente de poços artesianos acionados por bombas elétricas. Sem energia, a captação e a distribuição de água para as residências ficaram paralisadas.
Representantes da comunidade destacam que entre os moradores afetados estão idosos, pessoas com deficiências, portadores de doenças crônicas e recém-nascidos. Há relatos de moradores que necessitam de eletricidade para manter medicamentos refrigerados, como a insulina utilizada no tratamento de diabetes, ou para o funcionamento de aparelhos de terapia de saúde.
Reivindicações por regularização
Lideranças locais afirmam que a população reconhece o caráter irregular das instalações e manifesta interesse em pagar pelo serviço. De acordo com os moradores, os equipamentos recolhidos foram adquiridos por meio de cotização coletiva e a remoção ocorreu sem notificação prévia.
A comunidade relatou ter buscado intermediação junto a órgãos públicos e autoridades municipais e estaduais para viabilizar a regularização fundiária e a instalação de um padrão social de energia. A concessionária exige a formalização do endereço e a regularização da área para efetuar a ligação oficial da rede.
A concessionária de energia foi solicitada a se manifestar sobre os procedimentos adotados na operação e aguarda-se o posicionamento oficial da empresa.






