Diário anexado a inquérito detalha rotina de agressões e conflitos vivenciados por fisioterapeuta

| Créditos: Reprodução-Inquérito/Montagem Correio do Estado


Relatos manuscritos atribuídos à fisioterapeuta Fabíola Marcotti, integrados às investigações do caso de feminicídio, revelam o histórico de sofrimento e conflitos que ela enfrentava na convivência com o médico João Jazbik Neto. A autenticidade do material foi confirmada por meio de perícia grafotécnica promovida pelas autoridades investigativas.

Nos trechos analisados, a vítima registrava episódios de episódios violentos, brigas constantes e o isolamento gradual que vivenciava no relacionamento. Em declarações sobre o documento, familiares ressaltaram que as anotações expõem o medo permanente enfrentado por Fabíola e a busca simbólica pelo amparo da mãe, já falecida.

Em um dos trechos finais, grafado dois dias antes do crime, a profissional registrou mensagens de afeto direcionadas aos parentes e ao companheiro, indicando sentimentos de esgotamento emocional.

A apuração conduzida pela 1ª Delegacia de Atendimento Especializado à Mulher (Deam) afastou a tese inicial de suicídio devido a disparidades identificadas no local do crime. Entre os elementos periciais destacados estão a incompatibilidade dos ferimentos com a posição do revólver calibre .357 encontrado, marcas de projétil em um quadro, alteração no posicionamento de mobílias e padrões de manchas de sangue desalinhados com a posição do corpo.

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