Relatório Indica que violação do estatuto do PCC resultou na execução do conhecido ‘Opalão’

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Um recente relatório da DHPP (Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa) sugere que a violação do estatuto do Primeiro Comando da Capital (PCC) por parte de Mateus Pompeu Dias, conhecido como 'Opalão do PCC', pode ter sido o motivo por trás de sua execução a tiros. O trágico incidente ocorreu em 21 de março, no bairro Montevidéu, em Campo Grande.

Segundo o documento, Mateus teria cometido um homicídio sem a devida autorização da facção, o que levou à sua submissão ao julgamento da hierarquia superior do PCC. Em casos extremos como esse, é emitido o chamado 'Decreto', a mais severa punição - a morte.

De acordo com as normas internas do PCC, as sanções impostas aos membros variam desde advertências até a exclusão da organização, culminando, em situações extremas, na pena capital. Após o mencionado homicídio e suspeitas de estupro, Mateus teria sido marcado para morrer.

O relatório identificou 'Tonzinho' como o executor do crime. Descrito como um 'sicário' no documento - um assassino profissional contratado pela facção - 'Tonzinho' foi caracterizado pela sua calma e clareza de ações, indicando que o ato não foi motivado por vingança.

A vítima, que acumulava mais de 60 passagens pela polícia, havia relatado ameaças desde 2016, após o equivocado assassinato de sua esposa, Sônia Estela Flores. Por sua vez, 'Tonzinho', o suspeito do homicídio, foi detido após uma perseguição policial que envolveu troca de tiros.

As autoridades acreditam que o conflito entre os dois indivíduos possa ter sido motivado por acertos de contas. Ambos possuíam um histórico criminal significativo, incluindo acusações de estupro no caso da vítima, contra suas próprias filhas. O confronto fatal, que resultou na morte de Mateus Pompeu Dias, reflete um cenário sombrio de violência ligada ao mundo do crime organizado.

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