Rede Ultrafarma: Empresário de MS é mantido na prisão após receber R$ 16,7 milhões de suposto esquema


A Justiça de São Paulo negou um pedido de habeas corpus e manteve a prisão de Celso Éder Gonzaga de Araújo, empresário de Mato Grosso do Sul, investigado por suposta participação em um esquema de lavagem de dinheiro. Ele e sua esposa, Tatiane da Conceição Lopes de Araújo, teriam recebido R$ 16,7 milhões do esquema, que seria liderado pelo dono da Rede Ultrafarma, Sidney de Oliveira, e pelo auditor fiscal Artur Gomes da Silva Neto.

A prisão preventiva de Celso Éder foi mantida pelo juiz Paulo Fernando Derome de Mello, que considerou a gravidade e o alto grau de organização da atividade criminosa. O magistrado destacou que, durante a Operação Ícaro, o casal foi flagrado com mais de R$ 1 milhão em dinheiro e pedras preciosas. A Operação investiga um esquema de propinas a auditores fiscais em troca de redução do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), com valores que podem ultrapassar R$ 1 bilhão.

Apesar de Celso Éder ter a prisão mantida, sua esposa Tatiane teve a prisão convertida para domiciliar com monitoramento por tornozeleira eletrônica, devido ao fato de ter dois filhos menores de 12 anos.

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