PT-MS deixa a base de Riedel após críticas do governador ao STF e defesa de Bolsonaro

| Créditos: Divulgação/Governo MS


O Partido dos Trabalhadores (PT) no Mato Grosso do Sul ameaça deixar a base de apoio ao governo estadual após o governador Eduardo Riedel (PSDB) criticar publicamente a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e questionar decisões do Supremo Tribunal Federal (STF). As declarações, feitas durante viagem oficial à Ásia, foram interpretadas pelo PT como um alinhamento com pautas da extrema direita, rompendo com o acordo estabelecido desde o segundo turno das eleições de 2022, quando o partido apoiou Riedel por considerá-lo um representante da "centro-direita democrática".

Atualmente, o governo estadual conta com dois petistas em cargos estratégicos: Washington Willeman de Souza, na Agência de Desenvolvimento Agrário e Extensão Rural (Agraer), e Viviane Luiza da Silva, na Secretaria de Estado da Cidadania. A possível saída do PT pode alterar o equilíbrio político no estado.

Declaração de Riedel gera reações
Em suas redes sociais, Riedel afirmou que a prisão domiciliar de Bolsonaro, sem julgamento concluído, representa "excessos judiciais" que aumentam a tensão política. O governador defendeu a necessidade de "serenidade e bom senso" para superar as crises econômicas e institucionais.

A postura foi rejeitada pelo PT. O presidente estadual do partido, deputado federal Vander Loubet, afirmou que as declarações de Riedel aproximam o governador de "posições extremistas" e dificultam a manutenção da aliança. O PT marcou uma reunião para segunda-feira (12) para decidir sobre sua permanência no governo.

Deputados petistas criticam gestão
Durante sessão na Assembleia Legislativa, os deputados Pedro Kemp e Gleice Jane (PT) repudiaram manifestações de apoio a Bolsonaro e sinalizaram rompimento com o governo. Kemp criticou o impacto de medidas protecionistas dos EUA sobre o agronegócio e questionou o posicionamento de Riedel. Já Gleice Jane afirmou que a permanência do PT na base aliada "não é saudável para a democracia".

A saída do partido encerraria uma aliança considerada estratégica desde 2022. A decisão final deve ser anunciada após a reunião da próxima semana.

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